
Novo reitor da UA quer antecipar e liderar as mudanças
O novo reitor da Universidade de Aveiro (UA), Artur Silva, tomou posse ontem num cenário de «transformação significativa do sistema de ensino superior e científico», de alterações ao Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), criação da Agência para a Investigação e Inovação e «redefinição de instrumentos, modelos de financiamento e mecanismos de articulação entre ciência, inovação e desenvolvimento económico». Neste quadro de «mudanças», a UA tem de «antecipá-las e liderá-las», disse, ressalvando que será feito «sem perder as pessoas, o compromisso com a sociedade e a capacidade de transformar o conhecimento em bem comum», ou seja, «aquilo que as torna (as mudanças) verdadeiramente relevantes».
O «primeiro eixo»
O «primeiro eixo estratégico» é o «reforço do bem-estar e das condições de vida na universidade», porque, justifica, «não há excelência académica sem condições para estudar, investigar e trabalhar com dignidade», disse, recusando considerar bem-estar como um complemento, mas sim uma «verdadeira condição de qualidade institucional e humana». Na prática, reforçar o alojamento, ter respostas na saúde mental, inclusão e acessibilidade e do apoio social. Aponta ainda para a proteção do «tempo académico, reduzindo burocracias, simplificando processos e libertando tempo para o que verdadeiramente define a missão universitária: ensinar, investigar, criar e cooperar».
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