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Absolvido de tentar matar sénior com catana em Oliveira de Azeméis

Caso ocorreu na sequência de uma discussão entre vizinhos numa zona habitacional em Loureiro, no concelho de Oliveira de Azeméis

O Tribunal da Feira absolveu hoje um homem acusado de tentar matar com golpes de catana um vizinho, em Oliveira de Azeméis, condenando-o a uma pena suspensa de prisão de 11 meses e 10 dias por outros crimes.

Durante a leitura do acórdão, o juiz presidente disse que o arguido, de 58 anos, foi absolvido do crime de homicídio qualificado, na forma tentada.

"Não se provou a prática pela parte do arguido de qualquer ato intencional com a catana no sentido de atingir o assistente", disse o magistrado, adiantando que se desconhece as circunstâncias em que aquele foi ferido pela catana.

O arguido, que assistiu à leitura do acórdão através de videoconferência, acabou por ser condenado por um crime de injúria e outro de ofensa à integridade física, numa pena única de 11 meses e 10 dias de prisão, suspensa na sua execução por dois anos.

Além da pena de prisão, o arguido terá de pagar uma indemnização de 650 euros ao assistente.

O Tribunal determinou ainda a substituição da medida de coação de prisão preventiva, a que o arguido se encontrava sujeito, por apresentações semanais no posto policial da sua área de residência.

O caso ocorreu na sequência de uma discussão entre vizinhos numa zona habitacional em Loureiro, no concelho de Oliveira de Azeméis, na tarde do dia 29 de julho.

A acusação do Ministério Público (MP) refere que o arguido dirigiu-se a casa do seu vizinho, um idoso de 88 anos, que vivia sozinho, munido de uma catana com intenção de o matar.

Apercebendo-se da presença do arguido junto à entrada da sua casa, o idoso apontou-lhe o cabo da vassoura ao peito, fazendo com que este se desequilibrasse. Apesar disso, o arguido terá conseguido desferir um golpe com a catana, passando a lâmina no pescoço do idoso, e caíram ambos ao chão.

Alertados pelos gritos, a filha e a neta do assistente chegaram ao local e o arguido atirou a catana para uns arbustos e fugiu.

O assistente foi de imediato assistido numa Unidade de Saúde e, segundo o MP, só não morreu por motivos alheios à vontade do arguido, atendendo à sua idade avançada, ao local do corpo atingido, onde se situam artérias de grande fluxo sanguíneo, e à enorme perda de sangue que sofreu.

Algumas horas antes deste episódio, o arguido já tinha ameaçado o idoso com a catana, tendo ainda injuriado o ofendido e agredido o mesmo com um pau.

Fevereiro 23, 2026 . 17:00

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