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Testemunho pode ser considerado falso após depoimentos contraditórios no julgamento da grávida da Murtosa

A última sessão ficou marcada por depoimentos considerados antagónicos por parte do homem que ajudou numa limpeza profunda do apartamento da Torreira, considerado pela acusação como o local do crime

O Tribunal de Aveiro continua a ouvir as testemunhas da acusação, no julgamento do homicídio de Mónica Silva.

A última sessão ficou marcada por um depoimento contraditório, que pode dar origem a uma acusação por falsidade de testemunho, segundo avançou a Sic Notícias.

A quinta sessão do julgamento conta com relatos de dois episódios relevantes. As duas testemunhas, um casal de pescadores, asseguram que viram Mónica e Fernando juntos pelo menos em três ocasiões.

Uma versão contrária à do acusado, que disse ao tribunal ter estado apenas uma vez com a mulher, que estava grávida de sete meses.

O outro episódio, a compra de um cartão de uma operadora , que o arguido terá usado num telemóvel antigo, sem GPS, tem como testemunha o funcionário da tabacaria onde o cartão foi adquirido, na véspera do desaparecimento. Neste caso, o Ministério Público, defende que a compra deste cartão foi uma tentativa de Fernando Valente não deixar um rasto dos contactos com a vítima.

Acontece que, quer um dos filhos, quer uma das irmãs da vítima, partilhavam o armazenamento de conteúdos dos smartphones numa nuvem de dados. Também por isso, o depoimento da irmã gémea de Monica Silva é um dos mais aguardados, estando agendado para quarta-feira.

Fernando Valente, acusado dos crimes de homicídio, aborto e profanação de cadáver está a ser julgado por um tribunal de júri.

 

Maio 26, 2025 . 15:15

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