
Onésimo Teotónio Almeida distinguido com Prémio Vasco Graça Moura
O escritor e professor universitário Onésimo Teotónio Almeida foi distinguido, este ano, com o Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural, pelo seu contributo para «a afirmação da cultura da língua portuguesa no mundo», destaca a Universidade de Aveiro (UA) no seu “site”.
Segundo o júri do prémio, presidido pelo antigo ministro Guilherme d’Oliveira Martins, Onésimo Teotónio Almeida, «como estudioso e ensaísta, tem contribuído decisivamente para a afirmação da cultura da língua portuguesa no mundo, afirmando, assim, a cidadania cultural como um fator exemplar de expansão e desenvolvimento».
Doutor Honoris Causa pela UA, desde 2013, o autor é colaborador do Centro de Línguas, Literaturas e Culturas da UA. É professor na Universidade de Brown, nos Estados Unidos, há mais de 40 anos, onde fundou o Centro de Estudos Portugueses e Brasileiros.
Dos Açores à conquista do mundo cultural
Natural da ilha de São Miguel, nos Açores, onde nasceu há 79 anos, Onésimo Teotónio Almeida tem uma vasta obra publicada em diferentes géneros, incluindo crónica, conto, teatro, poesia e ensaio. Entre os seus livros contam-se “José Enes - Filósofo, Pedagogo e Mestre” (2025), “Diálogos Lusitanos” (2024), “O Século dos Prodígios” (2018), “A Obsessão da Portugalidade” (2017) e “Despenteando Parágrafos” (2015).
A Estoril Sol, entidade organizadora do prémio, sublinha que «Onésimo Teotónio Almeida é um dos grandes pensadores e prosadores», com mais de uma centena de ensaios e textos publicados em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos, Brasil, França e Inglaterra.
O Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural, no valor de 20 mil euros, foi atribuído pela primeira vez, em 2016, ao ensaísta Eduardo Lourenço. Desde então, o galardão distinguiu personalidades como José Carlos Vasconcelos, Vítor Aguiar e Silva, Maria do Céu Guerra, Carlos do Carmo, Emílio Rui Vilar, Zeferino Coelho, Graça Morais, José Pacheco Pereira e Helder Macedo.












