
Docente da UA publica livro sobre a participação cívica em Portugal
A obra do docente e investigador do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro, José Carlos Mota, apresenta uma análise da evolução da participação cívica no país, no contexto do 50.º aniversário do 25 de Abril. «Há quem atribua a Júlio César, talvez ali pelos 70 anos a.C., uma apreciação pouco simpática sobre o povo que habitava os confins da Ibéria. Terá dito que esse povo “nem se governa, nem se deixa governar”. Em 2025 d.C., circula por aí uma teoria semelhante sobre a alegada falta de interesse dos lusitanos em participar civicamente, como se por cá tivesse ocorrido uma alteração genética extraordinária que nos desabilitasse da vontade de intervir na vida pública», escreve o autor, numa breve apresentação da obra. Nela, José Carlos Mota tenta desmontar este «mito urbano».
A publicação, feita sob a chancela da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), procura analisar a evolução da participação cívica no país, passados cinquenta anos da Revolução de Abril de 1974. «A obra] tenta, espero que com sucesso, esclarecer conceitos e metodologias, ilustrar práticas e iniciativas promovidas por cidadãos e pela administração local, e identificar desafios e possibilidades para uma ação coletiva mais democrática, inclusiva e pluralista. A bem de todos e de cada um de nós», explica José Carlos Mota.
O livro já está à venda na livraria online da FFMS e vai ser lançado no dia 1 de outubro, pelas 18h30, na sala 2 do âmbito Cultural do El Corte Inglês (piso 6), em Lisboa.












