
Rejuvenescimento do setor deveria ser uma «preocupação acrescida» para a UE
Empresário agrícola, desde 1991, nas áreas de olival e amendoal, em Trás-os-Montes, assim como em ovinos de leite, na Beira Interior, as dificuldades e incertezas que pautam o setor estão bem presentes na cabeça de Firmino Cordeiro. Em entrevista, o diretor-geral da AJAP - Associação dos Jovens Agricultores de Portugal, que já passou pela presidência da direção, fala sobre a evolução do perfil do jovem agricultor português, o «momento delicado» vivido pelo setor, os principais obstáculos do rejuvenescimento e a importância de investir e «dar vida social» aos territórios rurais.
Diário de Aveiro: Que perfil traça do jovem agricultor português de hoje?
Firmino Cordeiro: O jovem agricultor não tem o mesmo perfil de há 30 ou 40 anos. Já não é o homem de enxada na mão com uma junta de animais a puxar uma charrua. Hoje, os jovens têm mais formação, são mais especializados, muito mais disponíveis para a inovação, para as novas técnicas produtivas e a digitalização. Alguns deles são oriundos de famílias agrícolas com alguma dimensão e começam também a praticar a agricultura de precisão. Esta atividade é muito exigente e não temos dúvidas de que hoje cada jovem agricultor está mais preparado e conhece melhor a realidade da agricultura nacional e europeia.
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