
Regulador alerta para elevados níveis de concentração da oferta hospitalar não pública
Segundo a monitorização da concorrência no setor hospitalar não público, hoje publicada pela ERS, 82 por cento da população vive em zonas de «elevado nível de concentração» de hospitais privados e do setor social.
O documento indica que a despesa corrente em saúde nos hospitais privados tem vindo a crescer de forma sustentada, registando um aumento de 56,6 por cento entre 2015 e 2023 (+1.050 milhões de euros).
Esta evolução reflete a relevância económica do setor hospitalar privado e a crescente importância de fontes de financiamento, como os pagamentos diretos das famílias e os seguros de saúde, refere o regulador.
O documento aponta para uma forte concentração da oferta em poucos grupos privados, com potenciais «impactos relevantes» na concorrência.
A ERS identificou ainda situações de monopólio em cinco NUTS III (nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos): Alentejo Litoral, Alto Tâmega e Barroso, Baixo Alentejo, Lezíria do Tejo e Viseu Dão-Lafões.
Há ainda situações de duopólio no Alto Minho, Douro, Médio Tejo, Península de Setúbal e na Região de Aveiro, zonas onde, embora haja mais do que um operador, a estrutura concorrencial permanece limitada.
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