
Proteção Civil reconhece que cinco incêndios estão a causar maior preocupação
Os incêndios de Vouzela, Barcelos, Tâmega e Sousa, Setúbal e Arouca são os que estão a preocupar mais a Proteção Civil, reconheceu o comandante nacional, adiantando que, até às 18:00 de hoje, foram registadas 92 ocorrências.
“Neste momento, temos cinco incêndios a dar maior preocupação”, salientou Mário Silvestre, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.
As 92 ocorrências registadas até ao final da tarde já obrigaram ao empenhamento de um total de 3.025 operacionais, referiu ainda o comandante nacional de emergência e proteção civil, avançando que 23 incêndios tiveram origem durante a noite.
Mário Silvestre apontou o exemplo do incêndio de Vila Nova de Paiva, que começou às 02:44, assim como o de Vouzela, que continua ativo, e que teve início às 03:00 de quinta-feira.
Perante as condições meteorológicas que estão a atingir o país, na reunião de hoje de manhã do Centro de Coordenação Operacional foi decretado que toda faixa central do território nacional e o Algarve passassem para o nível IV de empenhamento, o mais elevado, enquanto que a zona mais a norte está em nível III.
Essa alteração levou a que fosse decidido o pré-posionamento de meios de reforço de nível nacional, assim como de meios sub-regionais, avançou Mário Silvestre, adiantando que estão a decorrer também patrulhamentos de aviões médios, tendo sido reforçada a comunicação de emergência, através do envio SMS preventivo a alertar as pessoas para condições meteorológicas e risco de incêndios que se vai manter nos próximos dias.
Os municípios de Águeda, Vouzela e Tondela já ativaram os seus planos de emergência, referiu o comandante nacional.
Reiterou ainda que as condições meteorológicas são “bastante complexas”, com tempo muito quente e seco, incluindo durante a noite, quando as temperaturas atingem os 30 graus celsius.
Além disso, têm-se registado ventos “extremamente fortes” principalmente no período noturno, resultando em “grandes dificuldades” na extinção dos incêndios, ao contrário do que seria normal, salientou Mário Silvestre.
Segundo adiantou, a humidade disponível nos combustíveis mortos é inferior a 6%, o que é “um cenário extremamente complexo do ponto de vista da propagação dos incêndios”, admitiu o comandante nacional.
O Governo decretou situação de alerta que está em vigor até às 23:59 de segunda-feira, devido ao "significativo agravamento do risco de incêndios rurais".
Portugal vai ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos devido aos incêndios, anunciou hoje o primeiro-ministro, garantindo que a capacidade nacional não está esgotada.
“Temos todo o território sob risco muito elevado e entendemos que seria mais adequado termos disponibilidade e um reforço vindo dos nossos aliados, nesta luta contra o fogo”, disse Luís Montenegro em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, em Guimarães.












