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Casa vai abaixo e nova escola avança, mas Alberto Souto não desiste

O ex-presidente da câmara e ex-candidato nas últimas autárquicas, Alberto Souto, continua contra as duas obras, mas a autarquia avança com a demolição da antiga casa da CERCIAV e com o fecho da escola na Praça da República

O ex-candidato do PS à Câmara Municipal de Aveiro nas últimas eleições autárquicas,  Alberto Souto, insistiu esta semana, nas redes sociais, no protesto contra a construção da nova Escola Secundária Homem Cris­to e demolição da antiga casa da CERCIAV, decisões que classifica de «incompetentes» e «contra património identitário».
Quanto à demolição para am­pliar o Conservatório, é a «destruição de património e da identidade do local» e «não é ne­cessária». Sobre o concurso pa­ra a ampliação, a câmara não refere a demolição, informando que, «adjacente ao Conservatório, será implantado um novo edifício, dando resposta às necessidades que o projeto pedagógico exige». Segundo Alberto Souto, é «para mostrar obra» e escreve que o presidente da câmara, embora sem referir o seu nome, «tem medo de afrontar o “fantasma” (Ribau Esteves) que decidiu na sombra» e ape­la a «alguma racionalidade objetiva e consenso na decisão pública».

Socialista perde na justiça
Alberto Souto chegou a interpôr uma providência cautelar para impedir a demolição, mas o Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro, em outubro de 2025, e o Tribunal Central Administrativo do Norte, em mar­ço, não lhe deram razão, além de que a demolição já foi adjudicada.

Houve «opacidade»
Sobre a Escola Homem Cris­to, refere que «tudo foi decidido sem debate púbico e na maior opacidade entre o ex-presiden­te da câmara e o diretor da escola» - Ribau Esteves e Vítor Marques -, e sugere a re­alização de obras de reabilitação como nas escolas secundárias José Estêvão e Mário Sacramento. No entanto, a opção da câmara foi - diz - um novo edifício «mal localizado, numa zona com gran­de pressão viária e sem terreno suficiente», nas imediações da Escola João A­fon­so. Para a autarquia, «mes­mo com sucessivas e pequenas adaptações, não consegue dar resposta às necessidades do ensi­no na atualidade». Alberto Sou­to faz duas perguntas: «é mais barato ou mais caro reabi­litar a escola atual ou construir uma nova?; Os estudos demográficos sobre a evolução da população estudantil demonstram a necessidade de uma no­va escola e justificam a localização?». Não tem dúvidas que mudar «é um ato que lesa o património imaterial», apontando para «prestigiadas escolas a funcionar em edifícios centenários, mas, em nenhu­ma delas, Ribau Esteves foi presidente e sucedeu-lhe quem sucedeu (Luís Souto)».

Junho 25, 2026 . 08:45

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