
Quercus fala no «estranho caso do incêndio em Aveiro»
A associação ambientalista Quercus avisa que o «estranho caso do incêndio em Aveiro», aludindo ao fogo ocorrido em março em Eixo, «mostra como o sistema já começou a falhar muito antes do período crítico».
Através do seu Núcleo Regional de Aveiro, a instituição dá nota, a partir do incêndio no concelho de Aveiro, de «como o sistema de proteção da floresta contra incêndios já está a falhar muito antes do verão». O fogo de março passado «consumiu de forma inexplicável cerca de 500 hectares em poucas horas», obrigando mesmo ao corte da A1 nos dois sentidos e mobilizando centenas de operacionais.
«Um incêndio desta dimensão, com humidades relativas elevadas e um nível de risco oficialmente classificado como “reduzido”, não é um fenómeno meteorológico, é um problema estrutural e expressão direta de um modelo florestal falhado», sustenta a Quercus, para quem «este é o resultado previsível de décadas de opções políticas que promovem a continuidade de monoculturas, desresponsabilizam o Estado e deixam o território sem gestão funcional».
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