
«Adulteração» dos ovos moles continua a ser um problema
O chanceler da Confraria dos Ovos Moles, Fábio Pitarma Matos, e o presidente da Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro (APOMA), Francisco Silva, alertaram ontem que a contrafação de ovos moles continua a ser um problema real, apesar de o controlo se ter tornado mais efetivo desde a imposição da Indicação Geográfica Protegida, em 2009.
À margem do XV Capítulo da confraria gastronómica, realizada ontem, Francisco Silva disse ao Diário de Aveiro que a atribuição daquele estatuto comunitário desempenhou um papel importante na proteção do produto conventual aveirense. A atribuição do selo fez «reconhecer e proteger» o produto e «transportou um conjunto de regras de produção para a fileira», assegurando que mais facilmente os consumidores «comem um produto genuíno», disse. A «adulteração» dos ovos moles, praticada em vários locais do país, foi assim mitigada, admitiu o dirigente da APOMA. No entanto, o fenómeno continua a existir, avisou.
Atualmente existem quatro dezenas de produtores certificados nos concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Sever do Vouga e Vagos, havendo outros dois em vias de entrar na lista. O número tem vindo a crescer. «Começámos com cinco, em 2000, e somos agora 40, com tendência para aumentar», afirmou.
Segundo o presidente da associação, são hoje produzidas 400 toneladas de ovos moles certificados, havendo condições para fazer o número crescer. «Existe ainda um longo caminho a percorrer» para tornar a atividade economicamente mais relevante, assumiu.
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