
Jorge Sampaio “assinou” um contrato de desenvolvimento de Anadia para uma década
Diário de Aveiro: Qual é o programa para o feriado municipal [amanhã]?
Jorge Sampaio: Pelas 10.30 horas, realizaremos uma cerimónia de agradecimento a funcionários da câmara. Vamos distinguir os funcionários com 15 e 25 anos de casa, que têm dedicado a vida à autarquia e aos munícipes. Este ano, incluiremos os funcionários que se reformaram.
Há algo mais?
Embora não tenha diretamente a ver com o feriado municipal, às 17 horas de amanhã, será inaugurada a Feira do Ambiente e das Florestas. E, à tarde, decorrerá a Festa do Vale da Bica, na União de Freguesias de
Tamengos, Aguim e Óis do Bairro, que tem sempre muita gente.
Que avaliação faz do estado do concelho? Projetando o futuro, até porque anunciou um plano de desenvolvimento para cumprir em dez anos.
Quando se quer implementar uma estratégia de desenvolvimento para um território, precisamos de ter ideias, de ter pessoas - o que foi levado em conta na escolha das pessoas para o executivo municipal - e de tempo. Não há estratégia de um ou dois anos; isso seria um plano de ação. Por isso, em contexto eleitoral, apresentámos um contrato de desenvolvimento para uma década. Precisamos desse tempo para efetivar uma grande parte dos projetos que estamos a delinear.
Pode dar alguns exemplos?
A mobilidade é uma área que queremos trabalhar muito, mas precisamos, primeiro, de a pensar. Pensar a mobilidade no interior do concelho e a mobilidade com a Região de Aveiro, com a Região de Coimbra e com a zona litoral. Também com os portos de Aveiro e da Figueira da Foz, que são muito importantes para as nossas empresas… Depois, a ligação com Viseu e, daí, para Espanha. É importante para o futuro, mas um plano destes não se faz de um dia para o outro.
Como será na mobilidade dentro do concelho?
Vamos estudar uma mobilidade que seja mais útil às pessoas, com um sistema de transportes funcional, que congregue as duas rodas, a mobilidade rodoviária e a ferrovia.
Ainda na mobilidade, “puxar” o Metro Mondego para este território é estratégico?
Temos de estudar essa possibilidade com a Região de Coimbra, tendo a consciência de que a probabilidade de virmos, um dia, a ter uma ligação do Metro Mondego nunca poderá acontecer a menos de dez anos. Os planos de extensão do metro, para já, não contemplam Anadia, que poderá integrar um estudo futuro.
Os planos incluem a construção de novas estradas ou melhorar a rede viária atual?
São ligações, melhores vias, vias também com parte ciclável, uma rede de transportes públicos estruturada e à dimensão do território, que bem sirva as pessoas nas deslocações entre as freguesias e a sede do concelho, que leve a que não usem todos os dias a própria viatura… Somos um território plano, pelo que será desejável que as pessoas possam usar mais as bicicletas.
Em termos de ligação aos grandes eixos rodoviários, qual é o grande objetivo?
Essas vias farão parte do plano que estamos a começar a trabalhar, com empresas contratadas e com pessoas da área da mobilidade que sabem o que fazem, que têm feito planos no país inteiro. Queremos trabalhar com os melhores.
Como será no acesso do concelho à autoestrada?
Mantemos a reivindicação da ligação ao nó da A1. Portugal tem três eixos de ligação entre Porto e Lisboa - duas autoestradas e uma linha ferroviária. E está a iniciar o processo de construção da ferrovia de alta velocidade. Vamos ter quatro ligações Lisboa-Porto e que pouco servem Anadia. A alta velocidade não servirá em nada; quanto à A1, o acesso não é muito distante, mas chega a ser “infernal” em termos de trânsito; relativamente à Linha do Norte, só param aqui comboios regionais… Já que o nosso território é cortado por estas linhas de acesso, que tenhamos algumas compensações. É isso que reivindicamos. Só a criação do nó da A1 pode reestruturar toda a mobilidade no concelho.
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