Suspeita de chantagem sexual fica em silêncio no Tribunal de Aveiro
Uma mulher de 40 anos acusada de crimes relacionados com chantagens usando imagens íntimas (‘sextortion’) nas redes sociais remeteu-se hoje ao silêncio no início do julgamento no Tribunal de Aveiro.
A arguida, que trabalha como auxiliar de ação direta num centro social em Aveiro, está acusada de três crimes de extorsão e um crime de branqueamento.
Durante o julgamento, o coletivo de juízes ouviu algumas das supostas vítimas que terão sido contactadas pela arguida através da rede social "Facebook" e com quem trocaram fotografias íntimas.
“Ela começou a enviar fotos despida do peito para baixo. Eu não liguei àquilo, mas ela tanto insistiu que mandei também fotografias, mas nunca mostrei a cara”, disse um dos ofendidos.
A testemunha contou que após a troca de fotografias foi contactado por uma pessoa, através do “whatsapp”, que se identificou como polícia a ameaçar que iam contar à sua mulher que ele andava a trocar fotografias com uma menor, e pediam 1.500 euros para depositar numa conta.
“Fiz a transferência, mas eles pediram mais 1.000 euros e eu, armado em totó, fui meter mais mil. Mas aí acabou-se”, declarou.











