
UA e DFis inauguram laboratório dedicado à inovação aeroespacial
A Universidade de Aveiro (UA) deu mais um passo na afirmação da Engenharia Aeroespacial ao inaugurar o Aerospace Engineering Lab, um novo espaço pensado para colocar os estudantes em contacto direto com os desafios reais da área. Instalado no Departamento de Física (DFis) e financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), o laboratório nasce com a ambição de transformar a forma como se ensina e aprende, privilegiando a experimentação, a criatividade e a ligação à indústria.
«É a experimentar que se aprende»
Na inauguração, o reitor da UA, Paulo Jorge Ferreira, valorizou o percurso recente do DFis, evidenciando a sua capacidade de gerar iniciativas e projetos estruturantes. «É sempre bom ver as dinâmicas que surgem aqui do departamento», afirmou, acrescentando que espera continuar a acompanhar esse trabalho no futuro, ainda que «numa outra qualidade e numa condição mais tranquila».
Também presente, o diretor do DFis, João Miguel Dias, enquadrou o projeto numa mudança mais ampla no ensino. Em declarações ao Diário de Aveiro, explicou que «temos tentado renovar os nossos espaços de ensino, porque acreditamos que o ensino evolui e que é necessário criar condições em que os alunos possam experimentar e testar», reforçando a ideia de que «é a experimentar que se aprende a fazer».
O laboratório surge, assim, como resposta a uma necessidade concreta sentida no curso de Engenharia Aeroespacial. João Miguel Dias recorda que se trata de uma formação recente e que faltava um espaço dedicado, acrescentando que a oportunidade de financiamento foi decisiva, já que «fizemos uma proposta bastante completa, que mereceu o acolhimento da reitoria».
Um espaço para criar, testar e inovar
O investimento rondou os 120 mil euros e traduziu-se na criação de um ambiente altamente equipado, onde os alunos poderão trabalhar com tecnologia avançada e desenvolver projetos em contexto próximo da realidade aeroespacial.
O diretor acredita que o impacto será imediato no dia a dia académico, referindo que «temos muitos alunos a fazer projetos e teses» e que, por isso, «tenho a convicção de que isto vai estar quase sempre cheio». O espaço poderá acolher diariamente entre 20 a 30 estudantes, sendo utilizado tanto em contexto letivo como no desenvolvimento de projetos
e teses.
O novo laboratório está equipado com tecnologia de ponta, incluindo câmara térmica, simuladores solares, mesa de vibração e câmara de alto vácuo, permitindo simular condições extremas do setor aeroespacial. Aqui, os estudantes poderão desenvolver sensores, sistemas óticos, dispositivos energéticos e tecnologias de suporte à vida em ambiente espacial.
Mais do que um novo espaço físico, o Aerospace Engineering Lab é visto como um símbolo do compromisso da instituição com os estudantes e a inovação científica.
João Miguel Dias não esconde o orgulho no resultado alcançado e reforça essa prioridade ao afirmar que «os alunos são os que justificam nós estarmos aqui», considerando este laboratório «mais um passo no sentido de criar as melhores condições».
Na sessão de inauguração realizada ontem, deixou ainda uma mensagem direta à comunidade académica, incentivando-a à utilização plena do espaço: «Espero que possam usar e abusar deste espaço de criatividade», lembrando o princípio que orienta o departamento - «criamos e partilhamos conhecimento».
Com esta nova infraestrutura, a UA consolida o seu percurso na área da Engenharia Aeroespacial, iniciado em 2021 com a licenciatura e expandido em 2024 com o mestrado, afirmando-se como um polo emergente de inovação e desenvolvimento tecnológico em Portugal.











