
Cardiologia da ULS da Região de Aveiro implanta “pacemaker” sem elétrodos
O Serviço de Cardiologia da Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Aveiro (RA) implantou, «com sucesso e sem intercorrências, o primeiro “pacemaker” sem elétrodos Aveir”DR».
Foi o primeiro implante em Portugal da cápsula auricular “Aveir AR2”, modelo 2.ª geração, um dispositivo que oferece mais 25 por cento de longevidade da bateria em todos os modos de “pacing”.
Com aproximadamente um décimo do tamanho de um “pacemaker” convencional, o dispositivo permite tratar doentes com bradicardias, possuindo características inovadoras, sendo de destacar a capacidade de fazer “pacing” auricular e ventricular, uma vez que dispõe de duas câmaras cardíacas que comunicam entre si. A possibilidade de mapeamento é outra vantagem, bem como a possibilidade de extração.
Pedro Cardoso e Andreia Fernandes, médicos cardiologistas da ULS RA, foram os responsáveis por este procedimento, tendo contado com a colaboração de Pedro Marques. No final da intervenção, os médicos salientaram que «este novo “pacemaker” irá revolucionar o tratamento dos doentes, constituindo uma excelente oportunidade para desenvolver a técnica dos “pacemakers” sem elétrodos».
O Serviço de Cardiologia, com a satisfação de ter superado «mais um desafio», disse que o novo procedimento «vai refletir-se, muito positivamente, na qualidade e segurança na implantação de “pacemakers”».
Informou que a frequência cardíaca, em repouso, de um adulto saudável, situa-se em torno dos 60-80 batimentos por minuto. Em certas doenças, como a disfunção do nódulo sinusal, a frequência cardíaca pode cair abaixo de 60 batimentos por minuto e, por vezes, até pode ser interrompida. Existem sintomas que incluem tonturas, cansaço, falta de ar ou desmaios. Um dos tratamentos mais eficazes é a implantação de um “pacemaker” cardíaco.
Assinalou que a implantação de “pacemakers” convencionais, constituídos por um gerador de impulsos que é colocado na área do peito e fios (elétrodos) que se estendem dessa zona até ao coração, é um procedimento comum. Mas, podem ocorrer complicações durante e após a intervenção, pelo que “pacemakers” sem elétrodos, como o “Aveir”, foram desenvolvidos para lidar com esses desafios.











