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Cuidar em parceria é a melhor solução para o fim da vida

Tertúlia apresentou os testemunhos de cuidadoras e destacou o papel da relação com os profissionais de saúde

«São cuidados para a vida, não para a morte, e a família está viva!». Maria Manuela Cerqueira, da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, veio à 9ª sessão das “Conversas com Vida” do Serviço Integrado de Cuidados Paliativos da Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Aveiro sublinhar que os cuidadores de quem está nos tempos finais da vida – e que muitas vezes são coletivos familiares – carecem de «mecanismos de defesa», os quais lhes devem ser providenciados pelos profissionais de saúde, num contexto de parceria tripartida que, obviamente, envolve o doente.

O Museu Marítimo de Ílhavo acolheu, na tarde de ontem, a tertúlia subordinada ao tema “Entre o Cuidar e o Ser Cuidado: Vozes dos Cuidadores no Final da Vida».

Dulce Maria Lemos e Maria José Rente, cuidadoras dos respetivos maridos, e Cátia Ferreira, cuidadora da mãe, testemunharam os seus trajetos de amor e resiliência, assim como das suas famílias, bem como o apoio recebido, e determinante, como sublinharam, dos profissionais do serviço de cuidados paliativos regional.

«Se um familiar puder cuidar e disponha de todas as condições para o fazer, não há nada melhor», enfatizou Dulce, com nota, porém, de que, quando os tempos mais duros chegaram, porque a dor do doente tornou-se avassaladora, o apoio profissional recebido pelo agregado trouxe-lhes «paz».

Testemunhou o quanto aquela equipa foi «uma lufada de ar fresco para a sua casa», garantindo um suporte emocional mesmo após a morte do cuidado.

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Abril 22, 2026 . 12:00

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