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Julius Johansen "vingou-se" de Rafael Reis na primeira etapa d'O Gran Camiño

O ciclista luso da equipa aguedense Anicolor-Campicarn foi segundo e o anadiense Nelson Oliveira alcançou o terceiro lugar

Julius Johansen (UAE Emirates) "vingou-se", hoje, de Rafael Reis, negando ao seu antigo companheiro o triunfo no contrarrelógio inaugural d’O Gran Camiño e perpetuando a tradição vencedora de ciclistas dinamarqueses na prova espanhola.

Último a cortar a meta junto à Torre de Hércules, na Corunha, Johansen percorreu os 15 quilómetros do "crono" em 17.43 minutos e bateu por 16 segundos o registo do português da equipa aguedense Anicolor-Campicarn, que relegou o regressado compatriota Nelson Oliveira (Movistar) para a terceira posição.

«É muito bom conseguir derrotá-lo. Ele bateu-me há dois anos no prólogo da Volta a Portugal por um centésimo, e "roubou-me" a primeira vitória que eu poderia ter tido», lembrou o dinamarquês de 26 anos, que inaugurou hoje o seu palmarés.

Primeiro líder da quinta edição d’O Gran Camiño, Julius Johansen segue os bem-sucedidos passos dos compatriotas Jonas Vingegaard, duas vezes campeão com pleno de vitórias em etapas, e Magnus Cort, vencedor de três tiradas e da classificação por pontos em 2025, na corrida galega.

«Farei o que puder para estar à altura deles», prometeu o camisola amarela, que lidera a geral com 16 segundos de vantagem para Rafael Reis, com quem coincidiu na Anicolor em 2024. Nelson Oliveira fecha o pódio, a 17 segundos.

Dois anos depois, a imponente Torre de Hércules voltou ao traçado d’O Gran Camiño, mas desta vez o contrarrelógio contou – na edição de 2024, o vento forte que soprava na Corunha levou a organização a decidir não contabilizar o tempo dos ciclistas na etapa inaugural.

O espetacular e técnico traçado, com setores de empedrado e uma exigente subida até ao farol mais antigo do mundo, provocou diferenças vincadas, sobretudo após a exibição de Jorgen Nordhagen, o terceiro classificado da última Volta a França do Futuro.

O norueguês da Visma-Lease a Bike foi o primeiro candidato a sair para a estrada e cumpriu os 15 quilómetros em 18.11 minutos, numa altura em que o vento não soprava com tanta força.

Adam Yates (UAE Emirates) ainda ameaçou Nordhagen, mas foi mesmo Nelson Oliveira a retirar 11 segundos ao registo do jovem de 21 anos.

«Gostava de ganhar, obviamente, porque há muito que não ganho», admitia "Nelsinho" antes do final, confessando ter-se sentido «bastante bem» num contrarrelógio que poderia ser «um bocadinho mais longo», mas que tinha «a sua técnica».

De regresso à competição, após uma paragem de seis semanas motivada por uma fratura de clavícula, o experiente contrarrelogista luso ainda sonhou com um triunfo que teria colocado um ponto final numa "seca" de uma década antes de Rafael Reis ser oito centésimos mais rápido.

«Eu nem levei rádio. Concentro-me no meu esforço, não sabia tempos, não sabia nada. […] Só soube quando passei a meta que tinha batido o tempo do Nelson. Ele é um grande corredor, tem muita experiência», elogiou "Rafa".

Com Rafael Reis sentado na "cadeira quente", saiu para a estrada Iván Romeo, a maior esperança dos espanhóis para uma vitória no "crono" de hoje, mas o ciclista da Movistar, que até tinha o melhor registo no primeiro ponto intermédio, furou.

Quando a vitória parecia certa para "Rafa", Johansen apareceu para "vingar-se". “É verdade, ganhei-lhe o prólogo por pouco», riu-se o palmelense, mostrando-se “contente” pelo seu antigo companheiro que na quarta-feira defende a amarela nos 148,6 quilómetros entre Vilalba e Barreiros.

Abril 14, 2026 . 18:10

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