
“Madness”, o projeto que desafia os limites do cinema
O realizador aveirense Eduardo Robalo acaba de lançar “Madness”, uma série de curtas-metragens experimentais que promete afirmar-se como um espaço de liberdade criativa e reflexão artística no panorama audiovisual contemporâneo. Desenvolvido em co-produção com a Cinemate, o projeto estreia a sua primeira temporada este ano, com episódios lançados trimestralmente ao longo do ano.
Concebido como uma série de filmes curtos, entre um e cinco minutos, “Madness” nasce fora dos modelos tradicionais de financiamento e assume-se, desde o início, como uma iniciativa sem fins lucrativos. Mais do que um produto fechado, trata-se de um processo contínuo de criação, onde a experimentação estética e narrativa ocupa um lugar central. A proposta distingue-se pela sua abordagem conceptual e poética, onde cada episódio constitui um universo autónomo, explorando temas distintos e incentivando múltiplas interpretações por parte do espetador. A série recorre a diversas linguagens cinematográficas, da ficção à animação, passando pela película e por novas formas audiovisuais, numa tentativa deliberada de questionar convenções e expandir o potencial expressivo do cinema. O próprio nome reflete a filosofia que o sustenta: a “loucura” de continuar a criar, mesmo perante limitações de recursos. Neste contexto, a economia de meios transforma-se num motor criativo, influenciando a estética e a linguagem das obras.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:










