
Águeda volta a ser centro da música crioula contemporânea
Depois de ter sido a primeira cidade europeia a acolher o festival, em 2025, Águeda volta a afirmar-se como ponto de encontro da música crioula contemporânea ao receber, pelo segundo ano consecutivo, o Kriol Jazz Festival. De 27 a 29 de março de 2026, o Centro de Artes de Águeda dedica três dias à fusão de linguagens, ritmos e culturas de Cabo Verde.
Os Tubarões, banda histórica de Cabo Verde, referência maior da música crioula e símbolo da cabo-verdianidade além-fronteiras, vão atuar amanhã, pelas 21.30 horas. «Marcada por uma evolução contínua, renovação geracional e forte ligação ao público, ao longo do seu percurso, o grupo integrou diferentes músicos e influências, mas manteve sempre uma identidade própria», lê-se em comunicado. Após o 25 de Abril de 1974, assumiram um «papel central» na afirmação da cabo-verdianidade e na mobilização para a independência, conquistando reconhecimento nacional e internacional.
Brooklyn Funk Essentials sobem ao palco no dia 28, pelas 21.30 horas. O coletivo icónico de Nova Iorque, ao longo de quase trinta anos de carreira, redefiniu a fusão entre funk, soul, jazz, hip-hop e “spoken word”. Fundada nos anos 90 por Arthur Baker e Lati Kronlund, a banda conquistou reconhecimento internacional com o álbum Cool & Steady & Easy, n.º 1 no Billboard Alternative R&B. Nomeados para um Grammy e com colaborações marcantes que cruzam culturas e geografias, são conhecidos por atuações explosivas e uma energia contagiante em palco.
A violinista, cantora e compositora cubana de referência na cena contemporânea, Yilian Cañizares, reconhecida pela fusão singular de jazz, música clássica e ritmos afro-cubanos, vai atuar no domingo, pelas 21.30 horas. Nascida em Havana e radicada na Suíça há mais de vinte anos, construiu uma carreira marcada pela inovação e pelo respeito às suas raízes culturais. Vencedora da Montreux Jazz Festival Competition com o projeto Ochumare, colaborou com nomes como Omar Sosa, Ibrahim Maalouf, Chucho Valdés e Richard Bona. Cada espetáculo tem o custo de oito euros.











