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Menor acusado de matar a mãe em Vagos já começou a ser julgado em Aveiro

Esta tarde ainda estão a ser ouvidas testemunhas. Amanhã, pelas 9.30 horas, há nova sessão, uma vez mais, sem a presença de público ou da comunicação social

Tal como o nosso jornal noticiou oportunamente, o menor de 14 anos acusado de matar a mãe, Susana Gravato, então vereadora cessante do PSD da Câmara Municipal de Vagos, que se encontra a cumprir a medida tutelar educativa em regime fechado no Centro Educativo de Santo António, no Porto, começou, esta manhã, a ser julgado no Tribunal de Aveiro, onde funciona o Juízo de Família e Menores.

«Face ao impacto social, repercussão pública e mediatismo do caso e à necessidade de garantir o rigor da informação, atendendo ainda à exclusão de publicidade da audiência e demais atos processuais decidida pelo tribunal de forma a proteger os seus direitos de personalidade, identidade e vida privada», esta primeira sessão está a decorrer «com normalidade» sem a presença de público ou da comunicação social.

Em nota de imprensa enviada ao Diário de Aveiro, Jorge Bispo, juiz presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro, informa que «no início da audiência, cerca das 9.30 horas, após exposição das questões consideradas relevantes para a solução do caso, precisando as que são controvertidas, a juíza titular indicou os meios de prova a produzir e concedeu a palavra ao Ministério Público e ao defensor para indicarem eventuais provas complementares a oferecer, tendo o defensor requerido a prestação de esclarecimentos por parte do médico pedopsiquiatra e do psicólogo que elaboraram os relatórios de pedopsiquiatra e de psicologia juntos aos autos, o que foi deferido». Acrescenta que «a produção de prova teve início com a prestação de declarações pelo menor, que o quis fazer, prolongando-se durante toda a manhã».

«Não tendo sido possível ouvir as testemunhas convocadas para esse período, procedeu-se a uma reorganização dos trabalhos, passando essas testemunhas para o período da tarde e parte das testemunhas da tarde para o dia de amanhã [quinta-feira]», refere, ainda, a mesma nota.

A sessão foi interrompida por volta das 13 horas para a pausa do almoço, sendo retomada da parte da tarde.

Susana Gravato tinha 49 anos quando foi morta. Poucas horas depois do suposto crime, na Rua do Parque do Campismo (Gafanha da Vagueira), a Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, identificou o seu filho mais novo, «por fortes indícios da prática de um crime de homicídio qualificado». Em comunicado, a PJ informava, conforme o Diário de Aveiro (DA) noticiou oportunamente, que a vítima «foi atingida por um disparo de arma de fogo, quando se encontrava no interior da sua casa». «Na sequência das diligências realizadas de imediato», acrescenta, «foi possível identificar e recolher vários indícios de prova e recuperar a arma de fogo utilizada, que pertence ao pai do menor». Ao que o DA apurou na altura, sem, contudo, conseguir confirmar oficialmente, a arma que terá sido usada no crime era «legal» e estava guardada «no cofre [da família]». O DA soube ainda que «as câmaras de videovigilância registaram o menor a sair de casa logo após a chamada» telefónica que Susana Gravato estava a ter com uma funcionária da autarquia vaguense ter caído. Terá sido essa mesma colaboradora camarária que «alertou o marido [que estava a trabalhar não muito longe dali] para que algo estranho se estava a passar».

Março 25, 2026 . 15:26

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