
Alertas da IL eram «fundamentados»
A Iniciativa Liberal (IL) não ficou surpreendida com a suspensão do Plano de Pormenor do Cais (PP) do Paraíso pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro. «A decisão judicial agora conhecida é clara ao apontar para indícios sérios de eventuais ilegalidades no plano aprovado. No entanto, importa sublinhar que este desfecho não constitui uma surpresa», refere o partido.
Em dezembro, na Assembleia Municipal, a IL assinalou que o plano «não servia o interesse público, não respeitava a identidade urbana de Aveiro e levantava dúvidas jurídicas, ambientais e processuais profundas». «O que hoje se confirma é que esses alertas eram não apenas legítimos mas fundamentados», nota agora.
Em comunicado, os liberais sustentam que o debate não é «meramente técnico ou procedimental». «Foi desde o início uma decisão política sobre o modelo de cidade que queremos para Aveiro. O plano não foi concebido como um verdadeiro instrumento de ordenamento do território, pensado de forma integrada para uma frente urbana sensível e estruturante. Foi antes desenhado para viabilizar um projeto concreto, subordinando o desenho urbano a uma solução privada específica, com impactos evidentes na paisagem, na escala urbana e na relação da cidade com a ria», alertam.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:











