
Ecossistema regional impulsiona a investigação em saúde
«O resto do país tem de fazer o que está a ser feito aqui», sublinhou, ontem, na Universidade de Aveiro (UA), Adalberto Campos Fernandes, que foi ministro da Saúde entre 2015 e 2018, em Governo do PS, e que veio à “cidade dos canais” para a comemoração do 5.º aniversário do Centro Académico Clínico (CAC) Egas Moniz Health Alliance.
O consórcio junta a UA com as Unidades Locais de Saúde (ULS) da Região de Aveiro, de Entre Douro e Vouga e de Gaia e Espinho, num «ecossistema colaborativo dedicado à investigação, formação/educação e melhoria contínua dos cuidados de saúde».
O antigo governante deu conta que, em 2007, partilhou com os então ministros Correia de Campos e Mariano Gago «a visão que levou à criação do primeiro CAC - hoje o país conta com 12.
Com nota de que é urgente criarmos «uma economia do conhecimento», considerou que «o Serviço Nacional de Saúde (SNS) precisa da ciência», logo, da parceria entre a academia e os centros de investigação, avaliando que o processo em curso «está a dar resultado», colocando Portugal «na linha da frente do que de melhor se faz na Europa».
Deixou, contudo, alguns alertas, nomeadamente contra uma possível dependência dos Centros Académicos Clínicos do que chamou de «investigação comercial», vincando, ainda, que «é preciso disseminar ciência, conhecimento e interesse pela investigação» em todas as profissões ligadas à saúde.
Na abertura da sessão comemorativa, Paulo Jorge Ferreira, reitor da UA, saudou os cinco anos que já deixaram «um legado e muitas conquistas».
Realçou, também, a conquista de «tempo protegido» para que os profissionais de saúde possam desenvolver projetos de investigação. «A investigação exige tempo», enfatizou.
Artur Silva, vice-reitor e presidente do CAC, disse que esse tempo está a crescer e que abrangerá «mais pessoas e mais projetos». Salientou que «o próximo desafio» será transformar o consórcio numa associação.
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