
Menor suspeito de matar a mãe Susana Gravato vai ser julgado
Encontrando-se a cumprir a medida tutelar educativa em regime fechado num centro educativo, ao que tudo indica no Porto, o menor de 14 anos acusado de matar a mãe, Susana Gravato, então vereadora cessante do PSD da Câmara Municipal de Vagos, começará a ser julgado na próxima semana.
De acordo com a imprensa nacional, o julgamento do suspeito deste homicídio que ocorreu no dia 21 de outubro de 2025, chocando o país e, em particular a população da Gafanha da Vagueira (na freguesia da Gafanha da Boa Hora, concelho de Vagos), onde vivia a família, arranca no dia 25 deste mês. Sem, no entanto, conseguir confirmar até ao fecho da presente edição junto de fontes oficiais ligadas ao processo, o nosso jornal apurou que o adolescente será julgado no Tribunal de Aveiro, onde funciona o Juízo de Família e Menores.
Susana Gravato tinha 49 anos quando foi morta. Poucas horas depois do suposto crime na Rua do Parque do Campismo (Gafanha da Vagueira), a Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, identificou o seu filho mais novo, «por fortes indícios da prática de um crime de homicídio qualificado». Em comunicado, a PJ informava, conforme o Diário de Aveiro (DA) noticiou oportunamente, que a vítima «foi atingida por um disparo de arma de fogo, quando se encontrava no interior da sua casa». «Na sequência das diligências realizadas de imediato», acrescenta, «foi possível identificar e recolher vários indícios de prova e recuperar a arma de fogo utilizada, que pertence ao pai do menor». Ao que o DA apurou na altura, sem, contudo, conseguir confirmar oficialmente, a arma que terá sido usada no crime era «legal» e estava guardada «no cofre [da família]». O DA soube ainda que «as câmaras de videovigilância registaram o menor a sair de casa logo após a chamada» telefónica que Susana Gravato estava a ter com uma funcionária da autarquia vaguense ter caído. Terá sido essa mesma colaboradora camarária que «alertou o marido [que estava a trabalhar não muito longe dali] para que algo estranho se estava a passar».










