
Agenda Nacional de Inteligência Artificial foi apresentada na Universidade de Aveiro
«Acho genuinamente que Portugal é daqueles países que não deve temer a Inteligência Artificial [IA]. Deve [antes] temer aqueles que a utilizarem melhor do que nós». O secretário de Estado para a Digitalização falava, ontem à tarde, num Anfiteatro Carlos Borrego, na Universidade de Aveiro (UA), “despido” de público, é certo, mas quem estava ali a ouvi-lo (como era o caso, por exemplo, do reitor Paulo Jorge Ferreira) era porque, tal como ele, tem plena noção que a IA «já não é uma brincadeira académica nem uma curiosidade inteletual». «A Inteligência Artificial está nas nossas vidas, no dia a dia (...). E eu olho para isto com uma tremenda esperança e com otimismo», partilhou Bernardo Correia, contrariando aqueles que ainda veem a IA «com alguma ansiedade».
O representante do Governo deslocou-se a Aveiro para apresentar a Agenda Nacional de Inteligência Artificial (ANIA), que entrou em vigor a 9 de janeiro último e deverá ser executada até 2030. Note-se que a ANIA é uma das 16 iniciativas definidas pela Estratégia Digital Nacional para posicionar Portugal entre os países líderes em transformação digital na Europa até ao final desta década. Os interessados podem consultá-la em digital.gov.pt .
Investimento de mais de 400 milhões de euros
Naquele que o próprio definiu como «um dos centros nevrálgicos da tecnologia do país» - entenda-se UA, Bernardo Correia deu a conhecer aquele que é só «o principal instrumento estratégico do país para promover a adoção responsável da inteligência artificial, com o objetivo claro de reduzir o fosso de produtividade que separa Portugal da média europeia», representando um investimento de, «no mínimo, 400 milhões de euros». Note-se que, segundo dados disponíveis neste diploma aprovado pelo Governo a 8 de janeiro , «a produtividade portuguesa por hora trabalhada corresponde atualmente a apenas 75% da média da União Europeia, sendo este um dos desafios estruturais que a ANIA pretende ajudar a ultrapassar».
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