
Plataforma Logística da Pampilhosa é «um projeto estruturante»
O município da Mealhada proclamou a sua determinação em afirmar a Plataforma Logística da Pampilhosa como um projeto estruturante para a região Centro e para o país, assumindo a disponibilidade para ser «parte da solução dos desafios logísticos atuais».
A tomada de posição aconteceu no evento “Cargo Freight Portugal Summit 2026”, que se realizou, no Luso, nas passadas quarta e quinta-feira, reunindo especialistas do setor em torno do tema “Entre Rotas e Ruturas - A nova era do transporte de carga”. A organização foi da Supply Chain Magazine.
Perante decisores, operadores e especialistas do setor do transporte de carga, Filomena Pinheiro, vice-presidente da câmara, sublinhou que o território reúne «condições únicas» para acolher uma infraestrutura logística de escala nacional, destacando a centralidade territorial do concelho e o seu potencial para reforçar a competitividade económica da região.
«A Mealhada quer fazer parte da solução dos problemas logísticos da região e ser um elemento facilitador desta dinâmica», sublinhou a autarca, assinalando a vontade de «trabalhar em conjunto com operadores, decisores e especialistas» que ajudem o governo local «a consolidar este posicionamento estratégico».
Acentuou que a Pampilhosa possui vantagens competitivas claras no panorama logístico nacional, elencando o histórico nó ferroviário entre a Linha do Norte e a Linha da Beira Alta, a proximidade à Autoestrada A1, a ligação direta ao eixo Lisboa-
-Porto e a proximidade a Coimbra, com nota de que este conjunto de infraestruturas confere ao território «condições particularmente favoráveis» para o desenvolvimento de uma plataforma logística multimodal.
Considerou que a modernização da Linha da Beira Alta e a entrada em funcionamento da Linha da Concordância irão reforçar significativamente a ligação ferroviária ao mercado europeu, aumentando a fiabilidade e capacidade do transporte de mercadorias.
Para o município da Mealhada, a Plataforma Logística da Pampilhosa deve ser entendida como um projeto de médio e longo prazo, com impacto direto na competitividade económica regional. «Não se trata apenas de responder à procura existente; trata-se de criar condições para gerar nova procura, atrair investimento industrial, reforçar a exportação regional e acelerar a transição modal para a ferrovia, em linha com os objetivos europeus de descarbonização», enfatizou a vice-presidente da autarquia.












