
Presidente da Câmara admite que residências universitárias possam ser suficientes
O presidente da Câmara de Aveiro, Luís Souto Miranda, admite que a oferta de residências universitárias será suficiente após a conclusão das obras em curso e em plano.
A procura terá uma correspondência à oferta, deixando de faltar residências universitárias em Aveiro, admite.
No arranque de cada ano letivo na Universidade de Aveiro (UA), o tema sobressai no noticiário, dado o custo elevado das rendas dos quartos para estudantes e falta de vagas nas residências.
A procura poderá cessar sendo que, segundo o autarca, «dentro de algum tempo, faremos uma avaliação se esta necessidade tem correspondência com a realidade», disse na reunião de Câmara da passada quinta-feira.
O autarca está a contar com a residência com 219 quartos, em construção no terreno frente à antiga Reitoria, onde se encontrava o Autocarro Bar e um parque de estacionamento. Trata-se da obra de um privado, um investimento de 12 milhões de euros, que inclui parque de estacionamento com 68 lugares à superfície e 124 lugares em cave, área comercial com 840 m2, com restauração, esplanada e 1.306 m2 de espaço verde. Segundo o plano conhecido em janeiro do ano passado, a residência universitária, o parque de estacionamento e a unidade comercial deverão estar prontos em meados deste ano. Em simultâneo, a UA tem em construção novas residências no Crasto com capacidade para 320 camas.
O assunto foi colocado à discussão naquela reunião durante a apreciação do ponto “Alienação da parcela de terreno para acerto de estremas de terreno para construção», por 20 mil euros, para a edificação, por um privado, de residências para estudantes. Neste ponto, a vereadora, da oposição socialista, Isabel Vila-Chã, afirmou que a Câmara «em vez de aceitar 20 mil euros (pela venda do terreno de 300 metros quadrados) que negoceie uma área de alojamento para ser utilizada por estudantes.
«Há muitos estudantes que abandonam o ensino superior por não ter soluções de alojamento a um custo comportável», argumentou. Mas, disse Luís Souto Miranda, «a Câmara não vai obrigar o investidor a ceder “x” quartos». O autarca resumiu a proposta de Isabel Vila-Chã como uma posição característica de «socialista, de interferência nos privados, de afastar os privados», além de que, «a responsabilidade das residências é do Estado e da Universidade». |











