
Praias voltam a precisar de ajuda contra investidas do mar
Quando a atenção estava virada para as tempestades em terra, que devastaram casas, empresas, inundando habitações, destruindo negócios e comunicações, o mar ocupava zonas de praia, fazendo recuar, ainda mais, as linhas de costa e diminuindo áreas de praias de Ovar à Vagueira.
No dias das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que atingiram o país, somaram-se prejuízos - cujo total ainda se encontra por contabilizar -, a agitação marítima foi forte, mas com menos foco da atenção pública. Contudo, o mar avançou vários metros em alguns pontos da costa, particularmente, em Ovar, designadamente em Maceda e no Furadouro, onde continuou a invadir as ruas. Assim como aconteceu na Costa Nova, onde na zona dos “três picos” continua a cavar a base do sistema dunar e, em Vagos, a rebentação ultrapassou a barreira do enrocamento que defende o centro da Vagueira.
Foram dias de menor exposição pública, mas de efeitos desastrosos e de difícil recuperação. Sobre os efeitos na Costa Nova, e concretamente nos “três picos”, entre a Barra e a Costa Nova, o presidente da Câmara de Ílhavo, Rui Dias, está a contar com novas recargas artificiais de areia a cargo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Contudo, o autarca não sabe quando isso poderá acontecer e, mais uma vez, pelo envolvimento da APA em trabalhos relativos à recuperação de zonas afetadas no centro do país, como em Leiria e Coimbra. Rui Dias também espera que as próximas semanas sejam mais calmas e o mar devolva parte da areia que retirou das praias.
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