
Fernando Costa foi ajudar a troco de nada
Depois de ver, na televisão, a presidente da Junta de Freguesia [JF] de São Simão de Litém, no concelho de Pombal, a denunciar o abandono dos seus fregueses por parte de quem devia apoiar, após o rasto de destruição deixado pela depressão Kristin, Fernando Costa nunca mais sossegou.
«O meu coração “disse-me”, logo, para dar um dia ou dois de trabalho àquele gente», confidenciou-nos este arborista e também bombeiro voluntário, de 52 anos, acrescentando que «vê-la [à presidente da JF, Isabel Costa] desesperada, por na sua freguesia não terem luz nem comunicações, ao ponto de vir ao centro de Pombal pedir ajuda, através dos orgãos de comunicação social, e até ameaçar boicotar as eleições [Presidenciais, realizadas no passado dia 8», o sensibilizou.
«A sua coragem e o seu apelo fizeram-me querer ir para aquele local em concreto», completou Fernando Costa, oriundo de Palmaz, pertencente à União das Freguesias de Pinheiro da Bemposta, Palmaz e Travanca, concelho de Oliveira de Azeméis. Se bem que, verdade seja dita, se não fosse para São Simão de Litém, acabaria por ir para outra localidade, igualmente devastada pela fúria da tempestade, ajudar, uma vez que o “bichinho do voluntariado” nunca o larga e também porque tem, «todo o material de arborista, desde arneses, cordas, motosserras, entre outros», que garante as condições de segurança necessárias. «Saber que pessoas morreram não por causa da tempestade, mas porque caíram dos telhados enquanto tentavam repará-los, “mexeu” muito comigo», partilhou com o Diário de Aveiro.
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