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Dinamarca surpreendida com as ameaças de aumento de tarifas de Trump

Donald Trump acusou Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, que enviaram tropas para a Gronelândia em missão de reconhecimento, de estarem a jogar um "jogo muito perigoso"

O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, manifestou-se hoje "surpreendido" com a ameaça do Presidente norte-americano de aumentar tarifas sobre oito países europeus caso a Gronelândia não seja "vendida integralmente" aos Estados Unidos.
Donald Trump acusou Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, que enviaram tropas para a Gronelândia em missão de reconhecimento, de estarem a jogar um "jogo muito perigoso".
"O objetivo de reforçar a presença militar na Gronelândia, ao qual o Presidente se refere, é precisamente aumentar a segurança no Ártico", disse à AFP Rasmussen, após se ter reunido na quarta-feira com o chefe da diplomacia da Gronelândia, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio.
Anteriormente, também à AFP, o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, afirmou que o seu país "não se deixará intimidar" por estas ameaças.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu hoje que "as ameaças de tarifas são inaceitáveis".
Donald Trump disse hoje que irá cobrar uma taxa de importação de 10%, a partir de fevereiro, sobre mercadorias de oito países europeus, devido à oposição ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia.
Trump referiu numa publicação nas redes sociais que a Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia enfrentarão a tarifa, que seria elevada para 25% a 01 de junho, se não for assinado um acordo para a "compra completa e total da Gronelândia" pelos Estados Unidos.
o Presidente norte-americano insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território semiautónomo da Dinamarca, membro da NATO, e disse no início desta semana que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos americanas seria inaceitável.

Janeiro 17, 2026 . 20:22

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