
Galitos reclama cumprimento de promessas de Luís Souto
O presidente do Clube dos Galitos, de Aveiro, António Granjeia, chama a atenção do novo executivo camarário, eleito em outubro último, para promessas feitas durante a campanha eleitoral das autárquicas pela coligação PS-CDS-PPM.
Na “mensagem de ano novo” dirigida aos sócios, António Granjeia espera a execução de «medidas anunciadas no programa eleitoral» da candidatura da Aliança com Aveiro (PSD-CDS-PPM), liderada por Luís Souto (que sucedeu, no cargo de presidente da Câmara, a Ribau Esteves). O dirigente do clube escreveu sobre a «requalificação de infraestruturas desportivas». Referiu-se, concretamente, ao posto náutico e à zona da antiga Lota, a uma nova piscina municipal e ao pavilhão oficina.
Também recorda a Luís Souto quanto à «criação de um balcão único para a realização de eventos desportivos», ao «programa integrado de apoio aos clubes, com financiamento para a formação de dirigentes e técnicos» e o «Programa de Valorização do Dirigente Associativo, que reconhece e dignifica o papel dos voluntários na vida das instituições». Também espera que «as novas medidas na mobilidade possam melhorar o acesso dos atletas aos espaços de treino gratuitamente».
O posto náutico precisa de apoio
Particularmente quanto ao posto náutico, instalado na zona da antiga Lota, o presidente do clube espera que «a nova liderança da autarquia saiba preservar o dinamismo criado e mantenha este dossier como uma prioridade estratégica para a cidade».
Para este clube, que António Granjeia apresenta como uma «referência na formação desportiva em Aveiro e o verdadeiro clube olímpico da cidade», o ano de 2024 marcou a necessidade da construção de um posto náutico e da requalificação da área da antiga lota».
Mas, lamenta, «em 2025, pouco se acrescentou» a este processo, agora, «numa fase de projetos, análises técnicas e processos de aprovação», realça.
Espera a colaboração de Luís Souto, mas também elogia o autarca por manter uma «piscina municipal» como um projeto âncora.
Clube precisa de dinheiro
Outro desejo que gostaria que se concretizasse é o aumento das contribuições financeiras, «alterando uma premissa imprescindível: o aumento do investimento nas associações desportivas, que atualmente representa menos de um por cento do orçamento global da autarquia».
Dirige uma mensagem, também, ao Estado, por continuar «a ver os clubes como uma fonte de receita, aplicando IVA sobre o material desportivo de alta competição e não cedendo um cêntimo nas isenções pedidas».
Propõe que seja «consignado parte do IRS a todas as associações de utilidade pública, mesmo as desportivas» e a isenção de IA na compra de veículos novos. Nas opções de investimento, a construção de «instalações por todo o país», que não valoriza os clubes locais «fragiliza o associativismo e empobrece o desporto nacional» .
O clube precisa de dinheiro e o Estado devia «aumentar as verbas que realmente chegam aos clubes para a promoção do desporto e não serem retidas nos ineficientes organismos do Estado como o Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) que tudo consomem», escreve. O clube mantém as modalidades de remo, basquetebol, natação, triatlo, xadrez, padel, esgrima, e as secções de campismo, filatelia e numismática, cinema











