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«Tem-se verificado um aumento das pessoas que recorrem às respostas sociais»

A Cáritas Diocesana de Aveiro é, na diocese, o organismo oficial da Igreja Católica responsável por exercer a ação social. O diácono José Vaz é o novo presidente.

Diário de Aveiro: Quais são os serviços prestados pela Cáritas de Aveiro?

José Vaz: A Cáritas exerce a ação social em diversas áreas através de respostas qualificadas e humanizadas, priorizando situações de exclusão e contribuindo para o desenvolvimento e autonomia da pessoa numa sociedade em constante transformação e com questões sociais cada vez mais preocupantes. São várias as respostas sociais: Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social para pessoas e famílias em situação de emergência Social; Estrutura de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e resposta de Apoio Psicológico a Crianças e Jovens vítimas de violência doméstica; Gabinete de Apoio à Vítima instalado no Departamento de Investigação e Ação Penal de Aveiro; Programa Incorpora para apoio à empregabilidade de grupos especialmente vulneráveis; projeto de formação em contexto laboral “Saúde Física e Mental no Trabalho”; creche e pré-escolar. Pela sua importância destaco ainda o Centro de Alojamento Temporário (CAT) para Pessoas em Situação de Sem-Abrigo e o projeto Chave de Entrada; a Casa Abrigo para Homens Vítimas de Violência Doméstica; e a Casa de Acolhimento Residencial para crianças em risco.

No total, quantas pessoas são apoiadas pela instituição?

Considerando todas as valências e projetos, até 31 de outubro de 2025 já foram apoiadas 1.577 pessoas, tendo-se realizado 4.303 atendimentos na Estrutura de Atendimento, no RAP (resposta de apoio psicológico a crianças e jovens vítimas de violência doméstica) e no SAAS (serviço de atendimento e acompanhamento social). Gostaria de realçar que no CAT passaram já 22 indivíduos, estando atualmente a valência lotada com 10, que é a sua capacidade máxima. Já na Casa Abrigo para homens vítimas de violência doméstica passaram 24, sendo a sua capacidade máxima de 12 em simultâneo. E na Casa de Acolhimento Residencial para crianças em risco passaram 16, sendo o número irregular tendo em conta que depende de reencaminhamento do sistema judicial.

O número de pessoas apoiadas tem aumentado?

Sim, infelizmente de ano para ano tem-se verificado um aumento do número de pessoas que recorrem às respostas sociais, em especial no que à violência doméstica diz respeito.

A Cáritas consegue dar resposta a todas as solicitações que recebe?

Não. Tem sido impossível dar resposta a todas as solicitações, por um lado pela escassez de recursos, financeiros e outros, mas também pela inexistência de respostas sociais na região, nomeadamente lares e residências autónomas para adultos e ofertas de alojamento compatíveis com os rendimentos, o que dificulta o trabalho feito junto das pessoas com vista à sua autonomização. De referir que, para além das respostas sociais da própria Cáritas, fazemos também encaminhamentos para outras respostas e valências existentes na região.

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Dezembro 19, 2025 . 10:45

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