
Sampaio da Nóvoa veio até à Universidade de Aveiro deixar dois gritos
Um grito pela humanidade, outro pela universidade e um apontamento final sobre Portugal. Foi o que António Sampaio da Nóvoa se propôs a trazer no seu discurso, endereçado às personalidades e entidades presentes na cerimónia comemorativa dos 52 anos da Universidade de Aveiro (UA), realizada ontem, no auditório Renato Araújo, na reitoria.
«Os gigantes digitais reinam e dominam a política e as grandes redes de comunicação, dominam o planeta e as nossas vidas, recusam a regulação e qualquer tipo de controlo democrático», começou por dizer o professor universitário, considerando que Donald Trump é a «melhor encarnação» destes movimentos.
Na perspetiva do reitor honorário da Universidade de Lisboa é necessário produzir «imaginários de possibilidades» que permitam substituir aqueles que são criados por estes “gigantes”. «Nos seus melhores momentos, as universidades foram capazes de criar imaginários. Mas pensam e pensam-se cada vez menos», advertiu, acrescentando que o seu segundo grito foi, por isso, um grito pela liberdade.
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