
Um salto nos céus de Aveiro está ao alcance de qualquer pessoa
O paraquedismo civil assentou base em São Jacinto, no município de Aveiro, pela mão da empresa Skydive Dunas, de Isaac Gonçalves e André Almeida, que instalaram a sua escola no histórico Aeródromo de São Jacinto, operando em parceria - protocolada - com o Regimento de Infantaria nº. 10.
Criada em junho deste ano, está filiada na Federação Portuguesa de Paraquedismo (FPPq) e ambiciona sediar provas federativas e valorizar a vista única sobre a Ria de Aveiro.
Os fundadores e sócios salientaram que «a Skydive Dunas oferece a possibilidade de qualquer pessoa ter uma experiência no paraquedismo». Por outro lado, revelaram que «o principal ponto de contacto para o público é o salto tandem, no qual o passageiro está ligado por um arnês a um instrutor qualificado», garantindo que «esta modalidade é a porta de entrada mais segura para a queda livre», por não requerer «formação prévia».
Além das experiências iniciais, a escola disponibiliza cursos completos de paraquedismo, formando novos atletas. Note-se que este processo de formação é validado por um duplo reconhecimento: pela FPPq e também pela prestigiada United States Parachute Association (Associação de Paraquedismo dos Estados Unidos da América), «atestando a qualidade dos procedimentos operacionais, de segurança e da formação».
Um dos «grandes ativos» da operação em São Jacinto é a paisagem. Ao atingir-se a altitude de salto, a vista «é uma das mais espetaculares do mundo, englobando a Ria de Aveiro, o oceano Atlântico, o Farol da Barra e toda a cidade de Aveiro». Em dias com visibilidade excecional, os paraquedistas conseguem avistar a Figueira da Foz, Viana do Castelo e até os picos com neve da Serra da Estrela. E a experiência pode ser complementada com a opção de filmagem, permitindo guardar «uma memória visual única».
Com vontade de se integrar ativamente na comunidade e no calendário de eventos, a escola/empresa participou no lançamento de paraquedistas na Feira de Março 2025 e marcou presença constante no Festival Aéreo Fly Dunas 2025.
Os dois empreendedores salientaram que «é mais uma oferta de turismo de aventura para a região, que já demonstra grande potencial nesta vertente», enfatizando que «a atividade aérea complementa o ecossistema local, valorizando o património natural da ria e a oferta de desportos marítimos, criando um polo de atração para desportistas em terra, mar e ar».
Isaac Gonçalves sublinhou que têm contado com «clientes de várias nacionalidades», nomeadamente da Argentina, da Ucrânia e da Rússia, para além dos nacionais, principalmente da zona de Aveiro e do Norte do país.
A Skydive Dunas tem planos para aumentar a sua infraestrutura e oferta no próximo ano, ambicionando sediar provas do calendário da FPPq já em 2026, o que «permitirá ao público local assistir aos melhores paraquedistas licenciados portugueses a competir em modalidades como a precisão de aterragem, consolidando Aveiro como um palco privilegiado para este desporto».











