
(Atualização) ADERAV contra hotel de 12 andares, candidato Luís Souto Miranda preside à Assembleia Geral
A Associação de Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro (ADERAV) posiciona-se «total e frontalmente contra a
construção de um edifício com a tipologia atualmente proposta e recentemente aprovada em sessão de Câmara e na Assembleia Municipal de Aveiro», ou seja, um hotel com 12 andares.
Esta posição é assumida, precisamente, pela associação cuja assembleia geral é atualmente presidida por Luís Souto Miranda, candidato à Câmara de Aveiro, nas próximas eleições autárquicas, pela Aliança com Aveiro, a coligação PSD-CDS-PPM da maioria que governa a autarquia, que está a promover o plano.
Para a ADERAV, «a volumetria e a altura são manifestamente excessivas, tornando o (eventual) edifício desenquadrado do tecido urbano consolidado, constituindo-se como um elemento provocatoriamente dissonante na paisagem aveirense, com um impacto negativo muito significativo (mesmo que o edifício a construir para Hotel seja “de referência, com características de excecionalidade arquitetónica e ambiental”, como definida no plano, o que não consideramos ser manifestamente o caso perante os desenhos disponibilizados».
Ainda justificando a posição contra o edifício, «será, clara e assumidamente um elemento dissonante, o que trará implicações na leitura do conjunto paisagístico e urbanístico. A executar como proposto, tratar-se-á de uma estrutura fortemente desarmónica do conjunto urbano e ambiental, transformando de modo irreversível o encontro suave entre o plano da laguna e a entrada no núcleo urbano, indo ao arrepio das melhores práticas urbanísticas».
Questionado pelo Diário de Aveiro, Luís Souto Miranda, afirma:
«Estranho que a ADERAV venha apresentar a sua posição sobre um Plano de Pormenor, em plena pré-campanha, quando não só não participou na consulta pública como não há memória de o ter feito anteriormente. Acresce que entidades credíveis com responsabilidades e preparação técnica, como o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e o Instituto do Património, deram parecer positivo».












