
«Somos feitos de margens e isso não é fragilidade, é liberdade»
Ontem foi dia de o nosso jornal ir até ao centro da Vila de Vagos “passear” pel’ “As Margens da Vida”. E que vida! Falamos da vida de uma mulher, de 30 anos, que nos garante que não inventa «nada». Apenas sai de si própria e (d)escreve o que sente. Trata-se de uma jovem, que foi mãe nem há um ano, em cuja vida tantas outras se reveem.
Tantas mulheres e... tantos homens. Sim, porque, segundo Cláudia Azevedo, «talvez» este livro editado pela Primeiro Capítulo «seja um espelho onde cada um de vós [nós] se pode ver ou reencontrar». «“As Margens da Vida”», disse, «é um convite para que possamos aceitar a nossa complexidade e encontrar uma certa paz (...). Porque, no fundo, seja uma mulher ou, na verdade, qualquer pessoa, todos somos feitos de margens, e compreender isso, reconhecer isso, não é fragilidade, é liberdade». «Somos feitos de margens e isso não é fragilidade, é liberdade», reforçou a ideia a poetisa, para quem «cabe a cada um decidir a vida que quer levar».
Na tarde de ontem, o auditório do Centro de Educação e Recreio (CER) de Vagos encheu-se de amor para o lançamento do primeiro livro de poesia de Cláudia Azevedo, com capa e ilustrações de Inês Baptista, uma amiga que “ganhou” para a vida toda quando trabalhou como jornalista no Diário de Aveiro (DA).
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