
Políticas públicas são determinantes para «a equidade em saúde desde a infância»
As políticas públicas devem promover «a equidade em saúde desde a infância», com o «apoio nutricional personalizado e familiar após sinalização na escola», a promoção de «ambientes nutricionais mais favoráveis» e a «promoção intensiva de atividade física na Escola». Estas foram conclusões do já decorrido na implementação do Projeto “Primus” nas Escolas do Ensino Básico das Fontainhas, Fundo de Vila e Ribeiro, em São João da Madeira.
Na componente “Cardiogap” do mesmo projeto, que se destina à deteção e controlo de fatores de risco em trabalhadores de empresas do concelho, foram realizadas avaliações em 321 consultas de Medicina no Trabalho, em recursos humanos das empresas Belcinto, Cartonagem Trindade, CEI, Zipor, Vieira Araújo e Forvia. Desse trabalho, resultou o encaminhamento de duas pessoas para consulta hospitalar.
Em parceria com a Unidade Local de Saúde de Entre o Douro e Vouga (ULSEDV), o Município de São João da Madeira está a desenvolver o “Primus” em duas vertentes: a “Great”, que consiste na avaliação do impacto da atividade física em crianças do 1.º Ciclo e o “Cardiogap”, para identificação, promoção e controlo de fatores de risco cardiovascular em trabalhadores de empresas instaladas no concelho.
No final de junho, a equipa de investigação da ULSEDV, representada pelo diretor do Serviço de Cardiologia, Rui Baptista, docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, apresentou os resultados obtidos até ao momento, em sessão no Salão Nobre do Fórum Municipal.
Jorge Vultos Sequeira, o presidente da Câmara de São João da Madeira, descreveu «um programa municipal completamente inovador e voltado para problemas fundamentais das pessoas», o qual está inserindo num «conjunto de medidas de saúde pública» que o governo local «tem dirigido a diferentes faixas da população, por forma a contribuir para melhorar a sua qualidade de vida».












