
ULS de Entre Douro e Vouga distinguida no Kaizen Award Portugal 2025
Os Prémios reconhecem o esforço e o trabalho desenvolvido pelas empresas que já adotaram uma cultura de melhoria contínua no seu modelo de gestão.
Num mundo onde a saúde é um bem precioso, «a capacidade de inovar e melhorar continuamente é a chave para garantir cuidados de excelência». O projeto “Unidos pela Eficiência e Sustentabilidade da Prestação de Cuidados Integrados ao Doente” nasceu do desafio da criação desta Unidade Local de Saúde.
Pela primeira vez, «os cuidados primários e hospitalares fundiam-se numa só rede, criando um ecossistema onde cada peça tinha de encaixar com precisão absoluta», para «garantir que cada recurso essencial ao tratamento dos doentes chegasse ao local certo, na hora certa, sem falhas».
Com mais de 89 novos armazéns avançados para abastecer, 700 novas referências a integrar e um volume de materiais que cresceu 40 por cento, a resposta não poderia ser convencional. «Era preciso redesenhar a logística, repensar fluxos, antecipar necessidades», salientou a ULS de Entre Douro e Vouga.
«A otimização dos recursos tornou-se uma missão e criaram-se circuitos eficientes, uniformizaram-se procedimentos e, acima de tudo, reforçou-se a coordenação entre equipas», realçou a estrutura regional, assinalando que, «com mais de 7.160 linhas de reposição mensais e 240 horas adicionais de trabalho, cada decisão tinha um impacto real na vida dos doentes».
Relatou que «os obstáculos foram imensos», nomeadamente «a falta de espaço para armazenar um volume crescente de materiais e a escassez de recursos humanos para responder a uma rede que se expandia rapidamente». Mas «onde havia barreiras, encontrou-se um caminho», feito de «planeamento rigoroso, comunicação afinada e processos ágeis», num registo em que «cada detalhe foi pensado e cada movimento foi cronometrado».
Visão clara
A mudança «começou com uma visão clara», com «um circuito de gestão de stocks que não apenas otimizasse processos, mas que garantisse, sem margem para erro, que cada material necessário ao tratamento dos doentes estivesse exatamente onde e quando fosse necessário».
A Unidade Local de Saúde de EDV traçou um plano ambicioso, que «não se limitava a melhorar a logística», mas que também redefinia «a forma como os cuidados de saúde eram sustentados nos bastidores».
Referiu que a primeira grande transformação foi a padronização - «da organização dos armazéns à etiquetagem dos materiais, cada detalhe foi desenhado para maximizar eficiência». Mas «esta mudança não era apenas física; era digital, estratégica e, acima de tudo, humana».
A integração tecnológica tornou-se o alicerce da nova operação, pelo que «sistemas isolados deram lugar a plataformas interligadas, conectando hospitais e centros de saúde numa única rede inteligente». Os dados «passaram a fluir em tempo real, permitindo uma gestão dinâmica dos stocks», e «cada consumo passou a ser rastreado, cada necessidade antecipada».
Segundo a ULS, a reposição automática foi ajustada aos consumos reais, para gerar «uma cadeia de abastecimento precisa, previsível e sem desperdícios».
Acentuou que «os resultados falam por si», apontando «zero atrasos, processos mais eficientes, redução de custos, melhor gestão dos stocks apoiada em sistemas inteligentes e um ambiente mais confiável e colaborativo».
O que foi criado «não é apenas um projeto sobre otimização, é um projeto para garantir que, quando um doente precisa, tudo está exatamente onde deve estar».
De realçar que o projeto “Unidos pela Eficiência e Sustentabilidade da Prestação de Cuidados Integrados ao Doente” da Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga já tinha sido premiado em setembro de 2024, no “World Congress of Hospitals – IHF” realizado no Brasil.












