
VMER oferece aula de socorro e pede carros novos para ajudar vítimas
Vemos, de dia e de noite, há 25 anos, a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação - Aveiro) em alta velocidade para chegar o mais depressa possível junto de alguém que está a precisar de assistência, em perigo de vida, mas não sabemos que o carro em que seguem é inseguro. Mas, mesmo assim, avançam quando é imprevisível chegar antes de surgir um qualquer problema mecânico.
Nem distinguimos quem está no carro, mas é um médico e um enfermeiro que se encontram na viatura. Contudo, ontem, no dia de aniversário da VMER, sediada no Hospital de Aveiro, quem circulou de manhã pelo Largo do Farol, na Barra, pôde conhecer parte da equipa que segue em deslocações rápidas na VMER. Durante duas horas promoveram uma sessão de treino de Suporte Básico de Vida. Na prática, ensinar a agir em caso de uma paragem cardiorrespiratória antes da chegada de ajuda especializada. Muitas pessoas aprenderam, ontem, a salvar vidas, entre adultos, jovens, e crianças de escolas que passavam por ali em direção à praia
Segurança em causa
Mas a rapidez da chegada, e em segurança, do médico e enfermeiro junto de uma vítima, está em questão. Ontem, no dia do aniversário, a VMER ao serviço era um carro de substituição, atribuído pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), porque o que estava a ser usado teve um acidente e encontra-se numa oficina. Os carros que a VMER de Aveiro usa têm mais de 500 mil quilómetros, estão «desgastados, obsoletos, velhos, sujeitos a condução agressiva e com constantes problemas mecânicos», disse, ontem, a coordenadora da VMER, Olga Gomes, uma médica especialista em medicina intensiva.
O melhor presente de aniversário
Por isso, era um bom presente de aniversário receberem dois carros novos, para atender uma média diária entre os sete e oito pedidos de ajuda por dia. O serviço é garantido em todos os dias e noites do ano. Cada viatura pode custar cerca de 60 mil euros, o que “paga” a assistência a vítimas e o transporte de uma equipa especialista em doentes críticos em segurança.
Mas, Olga Gomes, que se encontra na VMER há 15 anos, também aponta para aspetos positivos, excetuando, portanto, as viaturas. A evolução do serviço tem sido «positiva» e dá os parabéns pelo «orgulho» que tem da equipa que coordena. Nunca faltaram profissionais quando são precisos, sendo a equipa de 20 enfermeiros e 25 médicos, expostos a vários perigos e a trabalhar «por amor à camisola», segundo a coordenadora. Aponta para outras questões que poderiam melhorar a função, como a gestão dos órgãos do INEM, o organismo que disponibiliza as viaturas, ou o processo de concursos públicos para a sua aquisição.
O presente tão desejado pela equipa não chegou ontem, numa manhã dedicada a celebrar, homenagear a equipa e ensinar, a quem aceitasse, a lidar com uma situação crítica, socorrendo alguém a precisar de ajuda, aprendendo manobras que podem fazer a diferença entre a vida e a morte.












