
Imigrante era controlado por videovigilância
Um homem de 39 anos foi constituído arguido por reter indevidamente os documentos de identificação de um imigrante, que a GNR apurou ter sido coagido a desempenhar funções «distintas das previstas no contrato de trabalho», a pagar as despesas de transporte desde o país de origem e de legalização em Portugal; não terá recebido o salário acordado e encontrava-se sob controlo abusivo no local de trabalho e na habitação, através de videovigilância.
O arguido é suspeito de «auxílio à imigração ilegal, subtração de documento e notação técnica e perseguição, no concelho de Santa Maria da Feira».
A Guarda fez três buscas, uma domiciliária, em estabelecimento comercial e outra em veículo, resultando na apreensão de documentos pertencentes à vítima e a outros cidadãos estrangeiros; cinco câmaras de videovigilância; um telemóvel e 150 euros em numerário.
Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira.
Esta operação insere-se nas competências da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras «em matéria de combate à criminalidade associada à imigração ilegal, proteção de vítimas de tráfico de seres humanos e fiscalização do cumprimento da legislação em matéria de entrada e permanência de estrangeiros no território nacional».












