
Filme argentino termina ciclo de cinema no GrETUA
O Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro - GrETUA propõe esta semana dois momentos para encerrar um trimestre dedicado ao desejo: a exibição do filme “O Lado Obscuro do Coração”, integrada no ciclo de cinema “Anatomia da Transgressão”, amanhã, e a finissage da exposição “até que tudo fique claro”, de Isabel Medeiros, no dia 28.
“Anatomia da Transgressão” é um ciclo de cinema que investiga o corpo como espaço político, ficcional, íntimo e indisciplinado. A sua terceira e última sessão encerra o ciclo com o delírio poético e sensual de “O Lado Obscuro do Coração” (1992), onde o amor e a morte dançam em espiral para lá dos limites do real. O filme, realizado por Eliseo Subiela, é um drama romântico e poético que acompanha Oliverio, um jovem poeta argentino inconformado com a mediocridade do quotidiano. Em constante busca por um amor ideal, ele recusa-se a viver uma vida sem paixão, poesia e liberdade. Entre encontros efémeros e devaneios existenciais, Oliverio parte numa viagem entre Buenos Aires e Montevideu, onde conhece Ana, uma misteriosa prostituta que pode finalmente preencher o vazio do seu coração. Uma história intensa e surreal sobre o desejo, a morte e a necessidade de encontrar alguém que saiba voar. Bilhetes disponíveis a 2 e 3 3uros, para estudantes e público em geral, respetivamente.
Conversa com
Isabel Medeiros
Durante este trimestre, as caixas de luz que pairam no foyer foram inicialmente construídas para acolher a exposição fotográfica com que celebrámos os 45 anos do GrETUA, transformaram-se num novo espaço de programação para artistas visuais, com uma exposição por trimestre. Esta nova galeria suspensa inaugurou com a exposição da artista Isabel Medeiros, que batizámos com as palavras bonitas que o David Calão escreveu para “recorder”.
“Até que tudo fique claro” é a exposição de Isabel Medeiros, composta pelas imagens retiradas do arquivo físico da erupção do Vulcão dos Capelinhos, em 1957, na Ilha do Faial (Açores), reflete sobre a memória e a sua degradação.
No encerramento desta exposição, haverá lugar a uma conversa com a autora e David Calão, autor da peça “recorder”, levada a cena em maio pelo GrETUA, cujas temáticas se cruzam numa reflexão sobre as imagens, os registos e a memória. As entradas são livres.
As reservas podem ser feitas em gretua.pt. |











