
«Estarreja tem feito um percurso consistente»
Diário de Aveiro: Em que pé está o projeto para a qualificação do centro urbano de Estarreja?
Diamantino Sabina: A primeira fase foi lançada a concurso – apenas o projeto. A obra será financiada pelo Portugal 2030 e prevemos que esteja em curso nos próximos dois anos. Com a imprevisibilidade do mercado e morosidade do processo de contratação é sempre difícil prever esse calendário. A reabilitação do miolo da cidade é relevante para a implementação duma nova modernidade urbana e afirmação da cidade. É um convite ao investimento. Aliamos a isso o já incrementado crescimento da cidade para sul e para norte, com novas e renovadas infra-estruturas.
A habitação é um problema preocupante no concelho?
A habitação é um problema preocupante não só em Estarreja mas em todo Portugal continental. Há muito a fazer neste campo e não depende só dos municípios. Depende essencialmente do Estado central e da necessária desburocratização dos processos. Temos de incentivar o investimento em nova construção, é certo, mas não chega. Na minha opinião, a reabilitação é chave. Em Estarreja, dos cerca de 11 mil fogos existentes, 1.870 estão devolutos. A exemplo do nosso esforço nesta senda, todo o perímetro urbano (zona de construção) do concelho é já ARU - Área de Reabilitação Urbana, mas há que implementar novas medidas de estímulo para que parte substancial desses fogos passem a ser utilizados para habitação.
O que vai mudar na Estrada Nacional 109 com a sua municipalização?
A mudança está em curso. A primeira fase, que compreende o troço que inicia em Angeja e acaba na rotunda do Hospital de Salreu, já iniciou. Prevemos que nos próximos três a quatro meses se conclua toda a sua pavimentação. A segunda fase, da rotunda do Falcão a Válega, prevê um investimento mais significativo. Há uma parte do troço que requer uma revisão às infra-estruturas de água (Falcão), tendo sido necessário lançar o concurso em conjunto com a AdRA – Águas da Região de Aveiro. Prevemos o início da obra nos próximos seis a oito meses. Em 2026, toda a EN109 no território de Estarreja estará devidamente pavimentada.
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