
Hugo Santos Quinteto faz o pleno no Concurso de Jazz da UA 2025
A Universidade de Aveiro (UA) informou que o Hugo Santos 5tet fez o pleno na 5.ª edição do Concurso Internacional de Jazz (CIJ), no âmbito do Campus Jazz, conquistando três prémios: Melhor Ensemble, Melhor Composição e Melhor Arranjo Original.
Foram ainda atribuídas duas Menções Honrosas, “ex aequo”, a João Tavares Trio e a João Tavares Quartet, sendo o nome apenas uma coincidência (são músicos distintos).
O anúncio dos vencedores marcou o final da edição deste ano do certame, que incluiu a abertura de duas exposições que ficam patentes ao público.
Assinale-se que o ensemble vencedor é constituído por estudantes ou ex-estudantes da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), no Porto, originários de vários pontos do país: Hugo Santos, na bateria, Duarte Júlio, no contrabaixo, Simão Raimundo, ao piano, Rafael Oliveira, na guitarra, e Pedro Miranda, em saxofone tenor. Dos cinco, Hugo Santos é o único ainda a desenvolver os seus estudos na ESMAE. Falando em nome do quinteto, Hugo Santos não conteve a satisfação do grupo que toca em conjunto há cerca de um ano, o que - disse - permite «alguma química» entre os membros. Perspetivou um largo e luminoso caminho a percorrer: «isto é só o começo; daqui para a frente é continuar, evoluir e sempre com vontade de querer fazer mais e melhor», enfatizou.
Os três prémios, Melhor Ensemble - Melhor Composição Original e Melhor Arranjo Original - dão direito, respetivamente, a 1.500 euros, cumulativos com o agendamento de quatro concertos, sendo um deles inserido no programa do Campus Jazz do ano seguinte, e a 500 euros para cada um dos dois últimos casos.
A UA associou-se a outros importantes festivais que integram, nas suas programações, o ensemble vencedor de cada edição do CIJ.
Desde a primeira edição do Concurso Internacional de Jazz, os palcos do Guimarães Jazz, do Que jazz é este? - Festival de Jazz de Viseu e do Estarrejazz acolheram as atuações dos vencedores, pela parceria estabelecida pela UA com os seus promotores, respetivamente, A Oficina, A Gira Sol Azul e o Município de Estarreja.
As apresentações finais dos oito ensembles finalistas do CIJ decorreram nas tardes e noites dos passados dias 4 e 5, no Cine-Teatro de Estarreja.
O presidente do júri, Jorge Castro Ribeiro, professor na UA, salientou a relevância da continuidade deste concurso como «promotor de visibilidade dos projetos dos novos valores do jazz e da interação entre músicos de diferentes escolas e proveniências», tendo ainda apontado como «desejável o surgimento de mais mulheres neste género musical».
Exposições patentes ao público
No dia em que foram conhecidos os vencedores do Concurso Internacional de Jazz, abriu uma dupla exposição, com curadoria tripla de Ivo Martins (diretor do Guimarães Jazz), Vera Velez (designer gráfica) e Manuel Neto (autor, tradutor e editor). Intitulam-se “Corpo e Alma: O Jazz e os seus divulgadores em Portugal” e “A very literal work”, sendo esta uma obra de Julião Sarmento, onde as telas são acompanhadas de um conjunto de carismáticas vozes femininas do jazz.
“Corpo e Alma” é uma organização e seleção de alguns tesouros, valências e potencialidades do Centro de Estudos de Jazz (CEJ) da UA, que foi trilhando um percurso com os seus doadores, os investigadores e os públicos que dele têm vindo a usufruir.
Da coleção do CEJ, destaca-se uma seleção do acervo pessoal «de dois grandes ativistas sem os quais a história do jazz em Portugal seria diferente»: os divulgadores José Duarte e Manuel Jorge Veloso, como referiu Susana Sardo, curadora científica do CEJ e dos Arquivos Sonoros da UA.












