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Alegações marcadas para 11 de junho à porta aberta

Tribunal de Aveiro já agendou as alegações finais do julgamento do homem acusado de matar e esconder o corpo de Mónica Silva

O Tribunal de Aveiro marcou para 11 de junho as alegações finais do julgamento do homem acusado de matar e esconder o corpo de Mónica Silva, a grávida da Murtosa que está desaparecida deste outubro de 2023. A informação foi avançada ontem pelo advogado António Falé de Carvalho, no final do 9.º dia do julgamento deste processo que tem como único arguido Fernando Valente.
À saída do tribunal, o advogado, que representa os filhos mais novos de Mónica Silva, referiu ainda que ao contrário das audiências do julgamento que decorreram à porta fechada, as alegações finais vão ser abertas ao público.
Esta sexta-feira, o tribunal de júri esteve a ouvir a última testemunha de acusação que faltava ouvir e a mãe do arguido, que foi arrolada como testemunha de defesa, tendo sido ainda reproduzidas as declarações para memória futura prestadas pelo arguido durante o primeiro interrogatório judicial.

Julgamento retomado
terça-feira
A sessão foi interrompida cerca das 17 horas e será retomada na próxima terça-feira com a inquirição da última testemunha de defesa. Trata-se de um homem sobre quem também recai as suspeitas de que poderá ser o pai da bebé que Mónica Silva carregava no ventre.
Nesse dia, o tribunal irá concluir a reprodução das declarações para memória futura do arguido e também de um dos filhos da vítima.
O julgamento realizado com tribunal de júri (composto por três juízes de carreira e oito jurados) está a decorrer à porta fechada, sem a presença de público e jornalistas, porque a juíza titular do processo determinou a exclusão da publicidade da audiência de julgamento e demais atos processuais, para proteger a dignidade pessoal da vítima face aos demais intervenientes envolvidos, nomeadamente os seus filhos.

Mãe do arguido
sob suspeita
O Ministério Público (MP) vai investigar a mãe do suspeito da morte de Mónica Silva por alegadamente ter prestado falsas declarações durante a sessão de ontem. Durante a pausa para o almoço, o advogado António Falé de Carvalho disse aos jornalistas que a procuradora do Ministério Público (MP) requereu a extração de uma certidão por alegadas falsas declarações contra esta testemunha, a exemplo do que já tinha acontecido com o pai do arguido, na sessão de quinta-feira. Em causa, segundo o advogado, estão «omissões e incongruências com o que a testemunha disse durante o primeiro interrogatório» relacionadas com a operação de limpeza que decorreu na casa da Torreira, onde a acusação diz que ocorreu o crime. Esta é a terceira vez que é pedida a extração de uma certidão para efeitos de investigação de um eventual crime de falsidade de depoimento neste julgamento. Para além dos pais do arguido, o advogado dos assistentes já tinha requerido a extração de uma certidão por falsas declarações contra o homem contratado para proceder à limpeza do apartamento na Torreira. |

Maio 31, 2025 . 08:15

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