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Marco Silva continua invencível

A Ria de Aveiro recebeu ontem a primeira regata de moliceiros à vela em frente ao Cais do Bico, na Murtosa

Na abertura da época das regatas de moliceiros à vela, na Ria de Aveiro, Marco Silva manteve, ontem, a invencibilidade em fren­te ao Cais do Bico, cruzando a meta à frente da concorrência que o perseguia, a alguma distância.
A concorrência já o persegue desde há várias regatas, uma vez que, no ano passado, venceu as quatro provas e, ontem, isso voltou a acontecer, no dia do “Mercado Tradicional e Regata de Barcos Moliceiros no Cais do Bico”, um evento da Câmara da Murtosa, que preencheu o domingo com uma feira franca, tasquinhas e um palco de música. Do palmarés de vitórias, destaque, ainda, para o facto de Marco Silva também ter sido o primeiro a chegar, no ano passado, nas corridas de bateiras, nas duas modalidades.
Marco Silva, com o mesmo nome da embarcação que ele mesmo construiu, e que ainda nem um ano de vida tem, chegou em primeiro com a sua tripulação, constituída por dois filhos, Sérgio e Ricardo, e o quar­to elemento, o Miguel.
As tripulações enfrentaram, ontem, uma nortada forte, e se isso conduz os moliceiros a alcançarem velocidades superiores, também é preciso saber velejar bem nestas condições. Por isso, com vento lateral e favorável quando as proas estão apontadas para a barra ou contra o vento, em direção ao interior, a vela e o mastro inclinam muito o barco.

Parece que vão virar
A nortada estava forte, às vezes soprava com rajadas, por isso viam-se os moliceiros mui­to inclinados, parecendo até demais, quase a virar. Mas isso nunca aconteceu. Marco Silva contou ao Diário de Aveiro que, num momento desses, entrou muita água na embarcação, mas conseguiram escoá-la para fora. É bom haver vento, «mas quando é demais...», contava o arrais quando saltou do seu moliceiro para o cais.
A cada vitória, Marco Silva fica feliz e isso viu-se do cais, quando a tripulação comemorou a bor­do, ao largo, ao som da buzina que tocou quando cruzou a linha da meta. Mui­to aplaudido de terra e mais ainda quan­do a embarcação se aproximou do cais, ia brindando à vitória. «Não dá hipótese...», comentava um ami­go pa­ra outro, quando notou quem era o vencedor.
Como se faz um vencedor de regatas de moliceiro à vela?, perguntámos a Marco Silva, que respondeu: «É preciso ter as coisas mais ou menos afinadas». E, se calhar, mais alguma coisa, como experiência e uma boa tripulação a bordo. Mas, o arrais acrescenta o que não se compra para fazer o que faz, que é «com muita paixão» e «desde pequeno».

Maio 26, 2025 . 08:00

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