Peregrinos apelam ao civismo e respeito dos condutores

Jornalista: 
Maria José Santana
Edição de: 
Autor da Imagem: 
Eduardo Pina

André Oliveira prepara-se para se fazer à estrada a pé até Fátima, integrado no grupo de peregrinos que, na madrugada da próxima quinta-feira, parte do centro de Esgueira. Já não é a primeira vez que cumpre uma peregrinação a Fátima, ainda que esteja a estrear-se neste grupo de peregrinos em particular. A experiência vivida noutros anos, neste percurso de fé, levou-o a lançar um apelo público aos condutores que circulam nas estradas usadas para a peregrinação: “Tenham respeito e cuidado com os peregrinos que se deslocam a pé na estrada”.
“Aquilo a que assistimos todos os anos é a uma verdadeira falta de civismo por parte dos automobilistas”, alerta este peregrino, que é também militar da GNR. E é muito por força dessa sua condição profissional que André Oliveira parece sentir ainda mais indignação com aquilo com que se vai deparando ao longo da caminhada até Fátima. “A Estrada Nacional (EN) 109, entre Aveiro e Figueira da Foz, então, é um perigo tremendo”, vinca.
Ainda que reconheça que “cada vez há mais postos de apoio aos peregrinos ao longo das estradas” e “a polícia, os bombeiros e a protecção civil também estão cada vez mais presentes e visíveis”, este peregrino aveirense lamenta o facto de apenas os condutores continuarem a insistir na “falta de civismo”. “É lamentável que todos os anos aconteçam acidentes mortais com peregrinos”, reforça.

Grupo parte de madrugada
Este grupo de peregrinos de Esgueira tem partida prevista para as 4 horas de quinta-feira e prevê chegar a Fátima no dia 12. “Vamos sinalizados com coletes reflectores, tal como acontece já com a maioria dos grupos de peregrinos”, nota André Oliveira.
As peregrinações a Fátima têm lugar nos dias que antecedem o 13 de Maio e 13 de Outubro. Milhares de pessoas, de Norte a Sul do país, fazem-se à estrada para cumprir uma longa caminhada, motivada pelo cumprimento de uma promessa ou o agradecimento de alguma graça, ou então apenas pela fé e convívio.

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