Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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Adriano Callé Lucas

Chamas causam preocupação na região


terça, 09 agosto 2016
Esta segunda-feira foi mais um dia difícil para os bombeiros da região. Em vários pontos do distrito, foi preciso salvaguardar pessoas e bens, perante o avanço das chamas. Arouca e Águeda foram os locais que mais preocupação motivaram. A Serra da Freita, nos concelhos de Arouca e de Vale de Cambra, continuou, ontem, a ser pasto das chamas. E, à hora do fecho desta edição, prosseguiam os combates nas diversas frentes. Em território arouquense, os operacionais engajados trataram de garantir a segurança das habitações e, pelas 17 horas, Filipe Amorim, segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca, garantiu que, embora o combate prosseguisse, já não havia casas em risco.  Este operacional assinalou um novo foco de incêndio na Freguesia de Janarde, mas disse-se esperançado em obter uma total vitória sobre as chamas “até ao final do dia”. Como salientou Artur Neves, um dos problemas nas frentes de combate ao incêndio teve a ver com a altas temperaturas e com o vento, que provocaram alguns reacendimentos. “Não ter ardido nenhuma casa deveu-se ao heroísmo dos bombeiros”, sublinhou o presidente da Câmara de Arouca.  O autarca explicou que foi seguida a estratégia de ir movimentando os operacionais paras zonas “onde eram mais precisos”, notoriamente para junto das habitações que iam sendo ameaçadas. Precisou que os meios aéreos apareciam quando casas se viam em risco sério de serem engolidas pelas chamas. Em Águeda, as situações mais alarmantes centraram-se, durante a manhã, na povoação de Á-dos-Ferreiros (União de Freguesias de Préstimo e Macieira de Alcoba), onde Pedro Vidal, presidente daquela União de Freguesias deu conta ao Diário de Aveiro que ardeu o armazém de uma empresa (J.Dias) de materiais de construção civil, onde trabalhavam 22 pessoas, deixando o autarca emocionado e preocupado quanto ao futuro destes trabalhadores. Por outro lado, Pedro Vidal relatou ao nosso jornal que foram várias as habitações que estiveram em risco, tendo as chamas atingido muitos quintas e anexos de casas. Uma preocupação que se mantinha na tarde de ontem. “A situação não está melhor, e o vento não está a ajudar nada, continuo muito preocupado”, sublinhava o autarca, a meio da tarde, não tendo dúvidas em classificar este incêndio como “o mais catastrófico até hoje, na nossa zona, que infelizmente tem sido muito castigada com incêndios”.
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