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Governo avalia estragos e estuda medidas de apoio


quinta, 04 junho 2020

O Ministério da Agricultura está a avaliar no terreno os efeitos provocados pelo temporal de domingo, dia 31 de Maio, que afectaram sobretudo a região Norte e a região Centro, o que vai permitir identificar os prejuízos e as culturas afetadas.
Simultaneamente, estão a ser estudadas medidas que visam minimizar os prejuízos que vierem a ser quantificados e traçar soluções, como a criação de uma linha de crédito bonificado para apoiar os produtores que sofreram uma forte quebra na produção provocada pelas condições meteorológicas adversas. 
A ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, admite a possibilidade de utilizar a medida 6.2.1 do PDR2020 de Prevenção de Calamidades e Catástrofes Naturais, que permite apoiar investimentos destinados a reduzir ou prevenir o impacto de catástrofes naturais, fenómenos climáticos adversos ou acontecimentos catastróficos.
Esta medida poderá permitir aos produtores das regiões, que são afectadas sistematicamen-te, instalar equipamentos de prevenção, nomeadamente redes antigranizo e, assim, evitar ou minimizar situações futuras.
Maria do Céu Albuquerque lembra ainda que está agendada, para 16 de Junho, uma reunião ordinária da Comissão de Acompanhamento do Sistema dos Seguros Agrícolas, no âmbito da qual está previsto analisar este tipo de situações, e encontrar formas para que um maior número de produtores adira aos seguros agrícolas.
Recorde-se que o temporal destruiu cerca de 80% da área de produção de maçã em Armamar, provocando prejuízos na ordem dos 8,3 milhões de euro. “Estamos a falar de cerca de 1.100 hectares afectados, se tivermos em conta que a média é de cerca de 40 toneladas por hectare, estamos a falar na ordem das 45 mil toneladas. Isto dará um prejuízo na ordem dos 8,300 ME, embora as contas ainda não estejam afinadas”, sustentou o presidente da Câmara de Armamar, João Paulo Fonseca.
Em Tarouca e Moimenta da Beira os prejuízos também foram em grande escala, com os respectivos autarcas a reivindicarem medidas urgentes.