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IPSS de Viseu implementam recomendações e criam alternativas


Liliana Figueiredo segunda, 06 abril 2020

Face ao cenário de pandemia que o nosso país e o mundo estão a viver, os lares têm vindo a ser uma das maiores preocupações, sendo já vários os que tem utentes infectados com Covid-19 no distrito.
De forma a evitar este cenário, na cidade de Viseu, desde cedo as instituições têm vindo a implementar o seu Plano de Contingência.
O Diário de Viseu contactou algumas das IPSS para saber que mudanças foram implementadas. O reforço do equipamento de protecção individual, como luvas, máscaras e desinfectantes foram reforçados, mas o atraso da entrega pelos fornecedores tem sido uma preocupação, como aconteceu no Centro Social e Paroquial de São José, que tem as valências de centro de dia e apoio domiciliário. “Tivemos dificuldade em ter o material necessário porque os fornecedores não tinham esse equipamento, mas actualmente a situação está resolvida. Recorremos à Câmara Municipal de Viseu e à Confederação Nacional das IPSS”, explica Fernando Ferreira, funcionário no Centro Social.
O funcionário acrescenta que foram implementadas todas as recomendações anunciadas pela Direcção Geral de Saúde e foram criadas duas equipas para prestarem apoio ao domicílio, já que os cerca de 50 utentes do centro de dia agora permanecem nas suas casas e são todos abrangidos pelo apoio domiciliário, o que faz um total de 80 pessoas. “Temos duas equipas, entre 6 a 8 elementos, que vão fazendo rotatividade e que asseguram os cuidados de higiene, alimentação e medicamentos”, explica. Também as pessoas responsáveis pela confecção de alimentos adoptaram o mesmo sistema.
Também a Fundação Mariana Seixas, que tem a vertente de lar, residências, apoio domiciliário, pré-escolar, creche e ATL, aplicou o seu Plano de Contingência. O primeiro passo foi a restrição de visitas aos utentes, logo no início do mês de Março. Também os utentes em centro de dia estão, neste momento, a usufruir de apoio domiciliário e foram suspensas as valências de ensino, com as educadoras a trabalhar a partir de casa.
Contudo, o lar é o que revela mais apreensão. “O lar é a nossa maior preocupação, temos cerca de 100 idosos, incluindo os que vivem nas vivendas. Contudo, estes residentes não têm contacto com a sala comum do lar, permanecem nas suas casas, onde são entregues as refeições”, explica Dário Costa, presidente do conselho de administração.
O responsável explica que os utentes em lar estão bem até ao momento. “Todos os dias é medida a febre, inclusive aos funcionários. Temos uma vivenda livre preparada para uma situação de isolamento e dois quartos também para o mesmo efeito. Existe também um espaço de isolamento para os funcionários, sendo que estes são obrigados a mudar de roupa na instituição antes de entrarem a serviço”, explica. Estes foram divididos em duas equipas, sendo que cada uma trabalha sete dias por semana, cerca de 12 horas, fazendo as respectivas pausas na Fundação, em zonas de segurança.
A instituição tem ainda outros espaços preparados. Um deles é o ATL, com camas para 20 pessoas e o Centro Paroquial que também disponibilizou uma área que poderá servir para 30 utentes.
A Fundação Mariana Seixas é ainda uma das instituições de referência para acolher filhos de profissionais de primeira linha no combate ao vírus. Neste momento, há uma criança a usufruir do serviço, estando também a sua segurança acautelada. O responsável informa que já há mais pedidos de profissionais que pretendem recorrer a este serviço.

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