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“Não precisamos de alterações climáticas, o problema já é grave”


sábado, 20 julho 2019

A subida do nível médio do mar, em resultado das alterações climáticas, virá agravar ainda mais essa situação (falta de abastecimento de sedimentos nas praias e a erosão costeira). Mas nós, neste momen­to, não precisamos sequer das alterações climáticas para ter já um problema grave”, concluiu o especialista Óscar Ferreira, da Universidade do Algarve, sobre estas consequências na costa atlântica em Portugal, entre as quais se destacam, na região de Aveiro, as praias de Espinho a Vagos. Segundo investigadores, o mar “subiu”, mas na costa portuguesa “ainda não se identifica um fenómeno” de erosão que seja apenas devido às alterações climáticas.Óscar Ferreira destacou que as áreas mais preocupantes em termos de erosão costeira são também zonas de ocupação humana, como as zonas de “Espinho até Cortegaça, a zona do Sul de Aveiro, a zona Sul da Figueira da Foz, a área da Caparica, a zona da Quarteira e de Vale de Lobo até Faro”.

Mais atingidas as zonascom ocupação humanaAs zonas da costa com ocupação humana são as mais atingidas pelos efeitos da erosão costeira, uma situação que vai agudizar-se, apesar das medidas que têm sido tomadas e que custam anualmente milhões ao Estado, realçam especialistas. A situação deve-se a vários factores, dos quais se destaca a intervenção humana nos leitos dos rios, nomeadamente barragens que impedem os sedimentos de se deslocarem para a zona costeira, os erros do ordenamento da faixa costeira e a retirada de areia dos rios para a construção. Segundo Filipe Duarte Santos, da Universidade de Lisboa, a costa portuguesa “é das costas, à latitude a que se encontra, mais energéticas do mundo”, com ventos persistentes predominantemente de quadrante Norte-Oeste que orientam nesta direcção as ondas.

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