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Semide e Rio de Vide criam academia dedicada à chanfana


sexta, 17 maio 2019
Nem Miranda do Corvo, nem Vila Nova de Poiares, nem Lousã. «Foi em Semide!». João Carvalho, presidente da União de Freguesias de Semide e Rio de Vide e, desde ontem, presidente da direcção da Academia da Chanfana, Negalhos e Doces Conventuais, é peremptório a afirmar que a chanfana teve origem no Mosteiro de Santa Maria de Semide, mas o “berço” do prato mais famoso de Miranda do Corvo continua a passar ao lado da estratégia de promoção que é desenvolvida no concelho à volta da chanfana. «Tem-se desvalorizado Semide, pouco se tem falado de Semide», afirma o presidente da Academia que ontem foi oficialmente constituída.O mais emblemático prato do concelho de Miranda do Corvo teve origem, recorda João Carvalho, no mosteiro de Semide e nas freiras da instituição que recebiam cabras velhas como pagamento dos pastores e agricultores que abundavam naquela zona. O seu consumo, afirma ainda, generalizou-se com a 3.ª Invasão Francesa, tendo sido nesta altura que ganharam fama os negalhos, confeccionados da mesma forma que a chanfana, mas com as tripas da cabra, e que a nova Academia se propõe também a promover. Nesta “mesa” gastronómica de Semide falta referir os doces conventuais - a “nabada”, feita à base de nabo e açúcar, e as “súplicas” uma iguaria doce com aspecto de queque, - também eles, refere João Carvalho, de origem nas freiras do convento e que a Academia vai igualmente destacar. 
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